Nunca me senti em Casa Cá em baixo
E nos Aprazíveis Céus
Não me sentirei em Casa eu sei
Eu não gosto do Paraíso
Porque é Domingo sempre
E o Recreio nunca chega
E o Éden serão solitárias
Claras Tardes de Quarta feira
Se, ao menos, Deus fizesse visitas
Ou Sestas
E deixasse de nos ver mas dizem
Que Ele por um Telescópio
Perpétuo nos olha
Eu própria fugiria
D’Ele e do Espírito Santo e de Todos
Não fosse o Juízo Final!
Esta é a Minha Carta ao Mundo e Outros Poemas
(tradução de Cecília Rego Pinheiro)
ooooooooooooooooooooooo
Há uma palavra
Que empunha uma espada
Pode trespassar um homem armado
Lança as suas sílabas de farpa
E fica se, calada.
Mas onde tombar
Os salvos dirão
Em dia da nação,
Deixou de respirar
Um irmão, um soldado.
Por onde corra o sol arfante
Ou o dia vagueie
Aí, o seu ataque sossegado
E a sua vitória!
Notai o atirador mais hábil!
O tiro mais certeiro!
O mais sublime alvo do Tempo,
A alma "sem memória"!
oooooooooooooooooooo
É fácil inventar uma Vida
Deus fá lo todos os Dias
A Criação apenas um Capricho
Da Sua autoridade
É fácil apagá la
A zelosa Divindade
Mal nega a Eternidade
Ao que é Espontâneo
Os que Pereceram murmuram
Mas o Seu Plano Impassível
Prossegue colocando aqui um Sol
Ali deixando de fora um Homem
Como se o Mar apartando se
Mostrasse um outro Mar
E esse um outro e dos Três
Apenas se pudesse suspeitar
De Sucessões de Mares
Adversos à Costa
Eles próprios a Margem de Mares por ser
A Eternidade é isso