Emily Dickinson nasceu em 1830 em Amherst, Massachusetts.
De família abastada e socialmente considerada (na sua maioria, membros da Congegational Church), Emily Dickinson teve uma sólida formação escolar, tendo frequentado ainda durante um ano, o South Hadley Female Seminary.
Após o período escolar, Emily Dickinson viveu na casa da família o resto da sua vida, tratando dos pais idosos, juntamente com a sua irmã Lavinia que, como ela, nunca casou. Assim se terá criado o mito da «Grande Reclusa». Contudo, o estilo de vida de Emily Dickinson era relativamente usual nas mulheres do seu meio social no Massachusetts do século 19.
Muito do que se conhece da vida de Emily Dickinson provém da sua correspondência, especialmente daquela que manteve em toda a vida com a sua cunhada Susan Dickinson, de quem era vizinha, correspondência essa que inclui grande número de poemas. Mas Emily Dickinson manteve também correspondência com colegas de escola, familiares e homens de letras como Samuel Bowles, o Dr. e a Mrs. J. G. Holland, T. W. Higginson e Helen Hunt Jackson.
Em 1858, Emily Dickinson começou a produzir livros manuscritos da sua poesia, os «fascicles», feitos e encadernados à mão. Nos inícios da década de 1860 escreveu centenas de poemas por ano. A produção desses livros, embora a um ritmo mais lento devido a problemas de visão surgidos entre 1864 e 1865, duraria até à sua morte.
Embora tenha deixado centenas de poemas, Emily Dickinson nunca publicou um livro de versos. Em vida, talvez à sua extrema relutância em ver os seus poemas impressos, publicou apenas alguns poemas anonimamente.
A sua obra viria a ser editada postumamente, tendo obtido desde logo o reconhecimento crítico que não cessou de crescer até hoje.
Emily Dickinson faleceu em 1886.