Maria Ângela Alvim
OBRA

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Canto. E apenas sei
do ar sonoro.
O verbo
surdo, – vibra agora.
E me diz (eu que pensara falar
escuto:)
simples verdade intermédia
de alma e de ar:
meu verso!

(Superfície - Toda Poesia)


A flor do mistério nasceu.
O cego sentiu o sorriso.
A flor do mistério é branca.
Branca é a palavra que guardou silêncio.


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