Violeta Parra
BIOGRAFIA

Violeta del Carmen Parra Sandoval nasce a 4 de Outubro de 1917, em San
Carlos, pequena localidade do sul do Chile, filha de um professor primário e de uma doméstica, a mais nova de oito irmãos, dos quais o primogénito, Nicanor, é também poeta.
Quando tinha 10 anos, o pai fica desempregado e a mãe sustenta a casa com trabalhos de costura. Violeta deixa a escola e vai trabalhar no campo para ajudar ao sustento da família, que não pode contar com o pai, entretanto alcoolizado.
Os irmãos cobram gorjetas a cantar em comboios, na rua e em restaurantes, pousadas e bordéis. Aos doze anos compõe as primeiras canções, que acompanha à viola.
O pai morre e Violeta vai viver para Santiago, onde conhece, aos 20 anos, o ferroviário Luis Cereceda, que será seu marido e pai de Isabel Parra e Angel.
Dez anos depois, separa-se de Cereceda, volta a casar-se e tem mais duas filhas, Carmen Luisa e Rosita Clara. Percorre o Chile a trabalhar em circos e feiras, recolhendo a música camponesa chilena.
Em 1953, depois de dar um recital em casa de Pablo Neruda, a Rádio Chile contrata-a para uma série de programas. Violeta continua a viajar pelo Chile
com um gravador e uma viola e no ano seguinte ganha o prémio Caupolicán, para o folclorista do ano, e é convidada para visitar a Polónia e a União Soviética. Fixa residência em Paris e grava os primeiros discos.
De regresso ao Chile, em 1956, é contratada pela universidade de Concepción para criar o Museu de Arte Popular desta localidade e em 1958 volta a Santiago, onde se dedica à tecelagem e tapeçaria, escrevendo nesta época os seus poemas mais conhecidos.
Depois de uma doença que a amarrou à cama durante dois anos, conhece o músico suiço Gilbert Favré, estudioso do folclore sul-americano, e apaixona-se. Vai em 1961 para Buenos Aires viver com Favré, e depois para a Europa, sempre com os filhos, percorrendo a URSS, Alemanha, Áustria, Itália e França, fixando-se por mais três anos em Paris. Canta na Candelaria e no Scala e faz recitais de canto e poesia na Unesco, expondo no Museé Des Arts Décoratifs Palais du Louvre, pinturas, óleos, tapeçarias e esculturas em arame.
Em 1965, regressa ao Chile e instala-se nos arredores de Santiago numa grande tenda de circo, a Carpa de la Reina, onde se suicida a 5 de fevereiro de 1967, com cinquenta anos. Três anos mais tarde edita-se o seu primeiro livro de poemas, por iniciativa do irmão Nicanor.


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