
Miguel de Unamuno, nasceu em Bilbau, no País Vasco, em 1864, e formou se em Madrid, em 1884. Em 1901 assumiu a cátedra de grego na Universidade de Salamanca. Entre 1924 e 1930 a ditadura de Primo de Rivera lançou o para o exílio em França. Era reitor de Salamanca ao rebentar em 1936 a guerra civil.
Assumiu uma atitude corajosa que estalou na famosa sessão, na universidade de que era reitor, em que se opôs ao general Millán Astray, em nome da cultura, contra o culto da violência e da morte. Posto em prisão domiciliária, morreu pouco depois, nesse mesmo ano de 1936.
Miguel de Unamuno foi poeta, filósofo, ensaísta, novelista,e uma das maiores figuras europeias do século.
O seu amor por Portugal ficou consignado em vários passos da sua obra, especialmente nos artigos de "Por Tierras de Portugal y de España". As suas novelas, descarnadas e esquemáticas, são tanto ilustrações de ideias e angústias intelectuais, como são notáveis experiências de ficção moderna. Os seus ensaios são magníficos de vibração personalista e profundidade intelectual. "Del Sentiniento Trágico de la Vida" (1914), em que Antero de Quental desempenha importante papel, é talvez o seu mais importante livro de pensamento, juntamente com "Vida de Don Quijote y Sancho" (1905) e "La Agonía del Cristinanismo" (1930).
A poesia que escreveu ao longo da vida trouxe à poesia hispânica uma profundidade de emoção inteligente que, desde o Século de Ouro, lhe faltava, e uma austeridade da linguagem poética que sob a influência do "modernismo", ela perdia desde o fim do século.