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Rainer Maria Rilke BIOGRAFIA |
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Rainer Maria Rilke nasceu em Praga em 1875. Depois de uma infância solitária e cheia de conflitos emocionais, estudou nas universidades de Praga, Munique e Berlim. A sua primeira obra publicada foi “Vida e canções” (poemas) (1894).
Inspirado pelas dimensões, pela beleza da paisagem e pela profundidade espiritual das pessoas, Rilke publicou “Histórias do bom Deus” (poesia) (1900). Publicou ainda em 1900 “Histórias de Ouro” (Vom lieben Gott und Anderes) (prosa) e em 1902 “O Livro de Imagens” (Das Buch der Bilder) (poesia). Mas a partir desta altura, Rilke eliminaria da sua poesia o lirismo vago inspirado pelos simbolistas franceses passando para um estilo preciso e concreto, perceptível em “O livro das horas” (Das Stunden Buch) (poesia) (1905), com três partes: “O livro da vida monástica”, “O livro da peregrinação” e “O livro da pobreza e da morte”. Obra que o consolidou definitivamente como um dos mais importantes poetas modernos da literatura e língua alemã.
Em 1902, Rilke conhecera o escultor Auguste Rodin e foi seu secretário entre 1905 e 1906, publicando em 1903 “Auguste Rodin” (prosa) e em 1906 “Histórias de amor e de morte do corneteiro Christopher Rilke” (Die Weise von Liebe und Tod des Cornet Christopher Rilke).
Rodin ensinou Rilke a contemplar a obra de arte como uma actividade religiosa e a fazer versos tão consistentes e completos como se fossem esculturas. Os poemas deste período apareceram em “Novos poemas” (Neue Gedichte) (2 volumes, 1907-1908). Em 1909 publicou “Requiem” (poesia). Até ao início da I Guerra Mundial, Rilke viveu em Paris de onde realizou viagens pela Europa e pelo norte da África. De 1910 a 1912 viveu no castelo de Duíno, próximo de Trieste, e ali escreveu os poemas de “A vida de Maria” (Das Marienleben) (poesia) (1913). Logo a seguir começou a escrever “Elegias de Duíno” (Duineser Elegen) (poesia) (1923), obra onde se nota já uma certa aproximação aos conceitos filosóficos existenciais de Soren Kierkegaard.
Na sua obra em prosa mais importante, “Os cadernos de Malte Laurids Brigge” (1910), novela iniciada em Roma em 1904, usou imagens corrosivas para transmitir as reacções que a vida de Paris provocava num jovem escritor muito parecido com ele.
Rilke viveu em Munique durante quase toda a I Guerra Mundial e em 1919 mudou-se para Sierra (Suiça), onde viveu até ao fim da vida, visitando ocasionalmente Paris e Veneza, concluindo as “Elegias de Duíno” e escrevendo os “Sonetos a Orfeu” (Die Sonette an Orpheus) (1923). Rilke morreu em 1926 em Valmont (Suiça).
A sua obra, com o seu hermetismo e solidão, chegou a um profundo existencialismo e influenciou os escritores dos anos cinquenta tanto na Europa como na América.