Murilo Mendes nasceu em Juiz de Fora, Minas Gerais, em 1901. Em 1920 mudou se para o Rio de Janeiro, onde se tornaria grande amigo do pintor Ismael Nery. Entre 1924 e 1929 publicou poemas em revistas modernistas, como ?Revista de Antropofagia? e ?Verde?. Publicou o seu primeiro livro ?Poemas? em 1930, que recebeu o prémio Graça Aranha. Em 1933 publicou ?História do Brasil?. Com o amigo Jorge de Lima escreveu ?Tempo e eternidade?, publicado em 1935 e nunca mais parou de escrever. Em 1936 tornou se inspector do Ensino Secundário do Distrito Federal.
No início da década de 50 fez várias viagens à Europa em missão cultural, proferindo conferências na Bélgica, Holanda e França. Iniciou nesta altura amizades com André Breton, René Char, Albert Camus, Magritte, e Ghelderode.
Em 1957 mudou se para Itália, passando a residir em Roma, onde se tornou professor de cultura brasileira na Universidade de Roma. Depois, foi também professor na Universidade de Pisa.
Recebeu em 1972 o prémio internacional de poesia Etna Taormina. Murilo Mendes também publicou na imprensa, em especial artigos sobre artes plásticas, tendo ainda escrito muitos textos para catálogos de exposições de arte. Morreu em Lisboa em 1975. Tem obras publicadas em França, Portugal, Espanha e Itália.
Obras publicadas:
Poesia
"Poemas", 1930
"História do Brasil", 1933
"Tempo e eternidade", 1935
"A poesia em pânico", 1938
"As metamorfoses", 1941
"O visionário", 1941
"Mundo enigma. Os quatro elementos", 1945
"Poesia liberdade", 1947
"Janela do caos", 1949
"Contemplação de Ouro Preto", 1954
"Poesias (1925 1955)", 1959
"Tempo espanhol", 1959
"Convergência", 1970
"Ipotesi", 1977
"Poemas e Bumba meu poeta", 1988
Prosa
"O discípulo de Emaús", 1946
"A idade do serrote", 1968
"Poliedro", 1972
"Retratos relâmpago", 1973
"Janelas verdes", 1989