
Manuel Bandeira (Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho) nasceu no Recife (Pernambuco), em 1886.
"Manuel, bandeira da poesia modernista", foi assim que Oswald de Andrade o denominou.
Com efeito, poucos autores do século XX conseguiram incorporar tantos textos ao património afectivo do brasileiro como Bandeira. A própria tuberculose parece tê lo forçado a impregnar nos seus versos a ironia de quem tem que aceitar, com naturalidade, as coisas como elas são. Os grandes momentos de efusão, libertados numa ternura risonha e triste, dão o tom de pureza, desinteresse, e liberdade que marcam sua poesia.
Ao contrair tuberculose, em 1913, foi tratar se no sanatório de Clavadel, Suíça, tornando se amigo de Paul Éluard. Regressando ao Brasil, os anos seguintes foram marcados pela morte de toda a sua família: mãe, irmã, pai e irmão. Nesse período difícil, publicou os seus dois primeiros livros (em 1917 publicou "A cinza das Horas"). O seu poema "Os Sapos" foi lido no Teatro Municipal de São Paulo, causando escândalo. Sozinho e inválido, viveu durante treze anos quase na miséria, onde escreveu os livros "O Ritmo Dissoluto", "Libertinagem" e boa parte dos poemas de "Estrela da Manhã". Em 1938, foi nomeado professor de literatura do Colégio Pedro II. Exerceu o magistério até 1956, aposentando se como professor da Faculdade Federal de Filosofia. Membro da Academia Brasileira de Letras desde 1940, morreu no Rio de Janeiro em 1968, aos 82 anos de idade, reconhecido como um dos maiores poetas da literatura brasileira.