Dámaso Alonso
BIOGRAFIA

.

Dámaso Alonso nasceu em Madrid, em 1898. Estudou Direito, Filosofia e Letras. Colaborou, durante vários anos, com Ramón Menéndez Pidal no Centro de Estudos Históricos de Madrid, até ser nomeado catedrático de filologia românica da Universidade de Valencia. Em 1968 foi substituir Menéndez Pidal na direcção da Real Academia Espanhola.
Para além da incessante actividade como professor convidado em várias universidades europeias e americanas e da continuação da sua obra crítica (como “La Poesia de San Juan de la Cruz” (1942; A poesia de são João da Cruz) e “La Novela Cervantina” (1969)), Dámaso Alonso exerceu grande influência na poesia espanhola do pós guerra com o livro de poemas “Hijos de la Ira” (1944; Filhos da Ira), onde a indagação religiosa e metafísica aparece impregnada de profundo humanismo.
Entre os intelectuais que permaneceram na Espanha após a guerra civil, Dámaso Alonso demonstrou singular empenho no esforço para impedir que a vida académica do país se isolasse das grandes correntes internacionais.
Os poetas da geração de 27 tiveram em Dámaso um dos seus principais incentivadores. Também foi ele o artífice da redescoberta de Góngora, com sua edição crítica de “Soledades” (1927; As solidões) e estudos como “Temas Gongorinos” (1927; Temas do Gongorismo) e “La Lengua Poética de Góngora” (1935; A língua poética de Góngora), que contribuíram para divulgar na Espanha as análises estilísticas da escola do alemão Karl Vossler.
A publicação posterior de “Hombre y Dios” (1954; Homem e Deus) e “Gozos de la Vista” (1981; Gozos de Visão), vieram confirmar a estatura literária do escritor, também patente na sua prosa serena e clássica. Dámaso Alonso faleceu em Madrid em 1990, com 92 anos.


.