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O que eles e elas dizem sobre
o Estúdio Raposa |
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Palavras de Ouro 116 (Luís Pacheco).
Agradeço-te a homenagem.
Ouvi um abrir de alma sem estereótipos.
São aquelas palavras, livres, espontâneas, cruas, realistas, que fazem do "escritor maldito" (como já alguém ousou dizer), um anarquista duma beleza impar.
Viveu tudo o que todos gostariam de viver; se o não fizeram foi por lhes faltar a coragem de se assumirem como gente liberta de preconceitos que as educações seculares nos orientam desde o berço.
Pacheco foi o que foi. Passou por tudo; por todas as fantasias do sexo (Ferreira de Castro, no seu livro a Selva, descreve ter tido relações com uma égua), pela enxovia de quartos com cheiro a vulvas, esperma e excrementos, pela alegria de renascer em cada ressaca de fortes bebedeiras, pelo inconformismo da hipócrita vida social.
Foi livre, simplesmente livre. E essa liberdade tão arredia dos cânones, deu-lhe o direito de nos olhar através duma análise translúcida onde qualquer de nós se pode sentir retratado.
Assumiu-se sempre como foi.
Que digo eu?
Assumiu-se? Ele era ele. Desconhecia o convencionalismo do "assumir".
Do grande escritor (agora chamado por Deus para grande alegria dos católicos) vai ficar a imagem do bêbado, do imbecil proscrito, do pedófilo, do proxeneta, do cabrão, do "filho de puta", de tudo o que lhe quiserem apelidar.
Mas nunca a simplicidade dum homem que se desnuda à frente de todos sempre resignado, sem um queixume, apenas a verdade que, para muitos, é difícil ler e muito menos ouvir.
Perdeu-se um grande escritor, que escrevia arduamente por uns tostões que lhe dessem o mínimo para uns copos onde afogava a agonia da sua vida. A vida que quis ter.
Fiquemos com a imagem das letras e das palavras ditas.
Por mim, será sempre recordado com alegria democrática.
Luís Pinto.
10.01.08
Querido Luís,
sabe certamente a admiração enorme que tenho por si, pela sua voz maravilhosa e pela forma envolvente e extraordinária como lê os poemas e contos no Truca/Estúdio Raposa, porque já a manifestei inúmeras vezes.
Hoje aqui estou novamente porque ouvi (e ouvi, e ouvi) o trabalho (prazer) a que deu voz, da autoria do Paulo Afonso.
Tenho o enorme prazer de conhecer o Paulo Afonso e um pouco do seu trabalho, e penso mesmo que é um dos melhores autores da actualidade. Mas ouvir o Luís Gaspar dar-lhe voz... deixou-me ainda mais emocionada e verdadeiramente arrepiada!
Sou fã incondicional dos dois, por isso deixo aqui os meus parabéns sinceros pelo excelente brilhantismo e o meu muito obrigada pela partilha!
Um 2008 maravilhoso, tal como merece e com imenso sucesso!
Beijinhos
Vera Silva
Meu caro Luis
No fundo de mim mesmo, o interesse que tinha, e tenho, pelas coisas , e pela poesia, naturalmente, estava relacionado com a relação social: mas também pelo ritmo, pelo musical, e por isso, sempre que me foi possível, ouvir um diseur, diseuse, recitar poesia.
Já tinham passado os dezoito e quando surgiu o NOVO CANCIONEIRO e o Poeta Sidonio, a muralha da Poesia!
Já vão uns sessenta e ainda guarda na memória
E aquele que não me perdoa
que saiba, nâo peçoo seu perdão!
Quando perdi o livro arranjei maneira de dactilografar toda PASSAGEM DE NIVEL, que ainda hoje conservo, me tem acompanhado por onde quer que tenha ido.
Daí que, com surpresa e muita satisfação ,ter ouvido o poema de Sidonio, dito por Luis Gaspar.
(e não só, é evidente)
E muito embora , tavez preferisse uma voz mais suave, certo é que me obrigou a ler, a reler a reler, os poemas do NOVO CANCIONEIRO e sobretudo SIDONIO MURALHA.
Por isto tudo agradeço ao Luis Gaspar, e a graça do ter conhecido e reencontrado.
Que 2008 acompanhe a "produção da truca"
Abraços fortes para Casa da Raposa.
Teixeira Raínha
Caro Luís,
Agradeço-lhe a bela forma que me proporcionou de começar o ano de 2008, sinto-me feliz.
Parabéns pela sua excelente voz, que dá relevo a qualquer texto mesmo com pouca qualidade.
Sinto-me ainda mais emocionado, por saber que este trabalho ainda lhe deu um grande prazer.
Fico-lhe grato, eternamente grato.
Desejo-lhe um excelente ano de 2008
Com os melhores cumprimentos,
Paulo Afonso
A Luís Gaspar
É como a luz que o sol derrama;
Soltando dessa alma fino tempero
Tua voz encanta... e quem declama
Tem Deus fincado dentro do peito!
Sua sina é ser fiel loureiro
Espalhando amor aqui na Terra
Em louvores irradias o bem terreno
Quando cantas o bem e não a guerra...
Que vivas a trilhar fiéis montanhas!
Levando consigo a flor da paz
E que sejas um anjo entre os vitrais;
Fazendo da tua arte - um sentimento
Repartindo teu pão pelos momentos
Quando dos olhos...amores lacrimais...Núria Carla Figueiredo Silva
Paranaguá- Pr- Brasil
"Ah!!!!!!!!!!
Na branda macieza
Da matutina luz
Aguarda-o a surpresa
Do Menino Jesus."
António Gedeão num dos Poemas de Natal que mais gosto, diz-nos com uma certa ironia, os erros gerados pelos adultos que, numa altura onde deveria imperar a harmonia e a Paz incutem na criança, mesmo que inconscientemente, o apelo à própria “guerilha”…
A leitura deste Poema, numa altura em que cada vez mais, o espírito do Natal é esquecido por muitos é realmente muito oportuna, por isso foi com uma atenção especial, que o ouvi.
Quero igualmente fazer uma referência especial ao trabalho lido no Lugar aos Outros 76 cujo autor José Torres, numa escrita cristalina nos conta uma bela história de Natal, lida magistralmente e que muito me encantou.
Mas é quase Natal e embutida no espírito da poesia, que o poema de Gedeão me transmitiu, bem como a também oportuna leitura da “Lágrima de Preta”, deixo aqui um poema de Natal …
“Se considero o triste abatimento
Em que me faz jazer minha desgraça,
A desesperação me despedaça,
No mesmo instante, o frágil sofrimento.
Mas súbito me diz o pensamento,
Para aplacar-me a dor que me traspassa,
Que Este que trouxe ao mundo a Lei da Graça,
Teve num vil presepe o nascimento.
Vejo na palha o Redentor chorando,
Ao lado a Mãe, prostrados os pastores,
A milagrosa estrela os reis guiando.
Vejo-O morrer depois, ó pecadores,
Por nós, e fecho os olhos, adorando
Os castigos do Céu como favores.”
(Poema de Manuel Maria Barbosa du Bocage)
Ao Estúdio Raposa, a todos os que integram a equipa da Truca e, em especial ao Luís Gaspar, que nos oferece com tanta dedicação e profissionalismo, as leituras de autores, mesmo os que ainda não chegaram às estrelas, o sincero desejo de um Feliz Natal.
Um abraço a todos
Otília Martel (Menina Marota)
Estou muito feliz por ter conhecido o Estúdio Raposa, não só por viabilizar um espaço para a divulgação do meu trabalho (previsto para janeiro), como também por estar tendo a oportunidade de conhecer poetas maravilhosos, como por exemplo, Graça Pires. Fiquei encantada com o trabalho dela, que não conhecia, e agora o acompanho através de seu blog; tudo isso sem mencionar a sua excepcional declamação, que dá vida e sentimento a cada poema declamado. Muito obrigada mesmo, do fundo do coração.
Meu trabalho está na fila de espera e gostaria de saber se ainda é possível fazer umas mudanças em minha nota biográfica, pois já aconteceram fatos significativos, que julgo importantes de serem mencionados. É que acabei de assinar um contrato com a Editora Litteris, que publicará meu primeiro livro 'Florada da Emoção'. Ele deve sair no meio do ano. E já tenho um blog na internet e me daria muito prazer se fosse visitá-lo um dia desses, onde posto somente poesia de qualidade, dentre elas, obviamente, já está uma de Graça Pires. No mais, um grande abraço, um Feliz Natal e muito sucesso em 2008, pois o seu trabalho merece tudo isso e muito mais.
Cordialmente
Elizabeth F. de Oliveira
Meu caro Luís Gaspar,
muito obrigado por mais esse poeta grandioso que nos dá a conhecer! Reinaldo Ferreira nos enseja reflexões profundas e risos espertos de quem se deleita a ouvir a sua obra.
O segundo poema, dentre os declamados, poderia dizer que é uma obra-prima, mas é um poema. Um poema com dentes, com lábios e com olhos, tudo de uma beleza que dispensa qualquer recurso lingüístico, porque nos é passado de maneira única esta sensação que nos toma a todos os que se deparam com a Musa, que é a novidade a cada contemplação, e é o encantamento de um poeta que percebe que as palavras são pequenas diante da Poesia. Reinaldo Ferreira assume isso com muita maturidade em seus versos e com muito primor.
Mais que uma aula de literatura, aqui, no Estúdio Raposa, me sinto um aluno de Poesia. Aqui, sobretudo, aprendo muito sobre o acontecimento que muitas vezes passa despercebido: a vida!
Um forte abraço fraterno, Professor Luís!
Octavio Roggiero Neto
Luís Gaspar:
Confesso que não conhecia o seu excelente trabalho no Estúdio Raposa. Quem me falou de si foi a amiga Otília Martel. Fiquei muito sensibilizada ao ouvir os meus poemas na sua voz. Não só porque foi uma óptima selecção, mas também pela forma como foram lidos, com o necessário sentimento. Também gostei muito da introdução que fez.
De facto não há muito que dizer a meu respeito. Os poemas dizem-no por mim. Se gostar de ter o meu último livro terei muito gosto em lho oferecer se me disser para onde lho posso enviar.
Muito obrigada pela sua gentileza.
Um beijo
Graça Pires
“A minha admiração por Graça Pires é muito anterior à criação dos meus blogues. Descobri a sua poesia em 1991 quando por altura do meu aniversário, me ofertaram um livro de poemas de sua autoria. A partir daí não perdi o seu percurso poético e quando Casualmente encontrei o seu blogue, fiquei deveras satisfeita por isso, porque poderia "In loco", apreciar a sua obra.”
Escrevi recentemente estas palavras sobre Graça Pires e tal como o Luís refere, não existe muito dela escrito em nota biográfica, talvez porque exista só uma maneira de a descobrir: lendo-a!
As suas palavras conquistaram-me e tenho pela sua poesia, uma grande admiração. Por isso, estas Palavras de Ouro tiveram um significado e um prazer especial para mim…
"...Agora vou ser livre
De percorrer o vento
Em linha recta,
De receber os afagos
às mãos cheias,
De pintar em todas as paredes
As bonecas de trapos que não fiz...."
Grata a ambos, por este momento: à Graça Pires pela força da sua Poesia. Ao Luís, porque consegue imprimir um sentimento que nos entra na alma, fazendo a poesia entrar ainda mais, no nosso coração.
Um abraço carinhoso,
Otília Martel (Menina Marota)
Caro Luís Gaspar
É com grande emoção que teço este comentário sobre o trabalho poético de Zélia, uma poetisa brilhante, com os olhos da cor do mar e o talento tal qual sua imensidão. Aliada a sua voz, Luís, os poemas de Zélia tomaram acordes divinos, que nos transportam aos recônditos da alma. Felizes os que puderem ouvi-lo neste memorável trabalho de sintonia poética.
Um abraço
Núria Carla Figueiredo Silva
Parabaguá- Brasil
Caro Luis, por demais emocionada ante a beleza dos versos da magnífica poetisa Zélia Nicoligi. Se os poemas de Zélia ao serem lidos já nos cativa os corações, declamados tão belamente por tí em suaves acordes de tua magistral voz, os poemas de Zélia, que são todos inquestionávelmente esplendidos, ficaram magníficos em bela interpretação de tua voz que deu o tom perfeito aos poemas de Zélia. Só posso abraçá-los e me dizer encantada mais ainda com os versos da poetisa Zélia em tua voz de encantadora e lírica, sonoridade. Meu abraço especial à tí Luis e à Poetisa Zélia Nicologi. Parabéns, parabéns à vocês dois. Grande Beijo à você e à Zélia Nicologi. Com carinho imenso.
Dorothy Santos Carvalho.
Prezadíssimo Luis
Estou sinceramente emocionada!
Gosto dos meus trabalhos...Mas, ouvindo-os na sua voz, ganharam eles uma dimensão muito maior!
É com o coração inclinado, totalmente vestido de alegria, que lhe digo:
Muito, muito obrigado Luis!
Foi uma grande oportunidade de mostrar um pouco do que sinto e escrevo...
Beijos de carinho...
Zélia
Olá Luís Gaspar!
Tu tens o poder vocal e sobretudo humano de dar vida às letras. Fazê-las flutuar em guturais sopros de luz. Isto se evidenciou mais uma vez no trabalho do paulistano Octavio Roggiero, que eu não conhecia e que passei a me identificar com uma escrita amadurecida, forte e existencialista. Comovi-me com a proposta de poesia de Octavio e parabenizo vocês pela qualidade ímpar do trabalho poético.
Um beijo e felicidades.
Núria Carla Figueiredo Silva
Paranaguá- Pr- Brasil
Caro Luís Gaspar,
tão-logo recebi a boa-nova de que o programa estava pronto e no ar, sentei-me num canto, aumentei o volume das caixinhas do computador e chamei minha mãe e minha irmã para que compartilhassem este momento mágico comigo, que se assemelha ao recebimento de um prêmio internacional. Em verdade, foi mesmo um prêmio internacional! Os poemas por você interpretados tomam feições as mais líricas, acentuadas pelo seu vozeirão, que ressoa ao mais íntimo sentir, e nos estremece. “Que linda voz!”, dizia minha mãe entre a leitura de um poema e outro. Mas acrescento: mais que a voz, cuja beleza é indiscutível, também o fundo musical escolhido, o modo como a apresentação é feita, enfim, o programa inteiro é arte sobre arte, uma releitura que atribui novas dimensões aos poemas, capaz de trazer de volta, inclusive ao próprio poeta-escritor, a mesma intensidade do verve, a mesma virgindade das sensações experimentadas quando do processo criativo, capaz de comover de uma maneira singular, toda especial, todos que têm o prazer de ouvi-lo.
Enquanto ouvia a declamação, meu pensamento ia longe: “O que diria meu pai sobre isso?” “Decerto que se emocionaria também e enviaria, de imediato, poemas para o Luís”. De fato, e quem não gostaria de ter seus próprios poemas inda mais poetizados? Quem não se sentiria radiante ao ver-se internacionalizado pelo Estúdio Raposa?
Sou todo gratidão, Luís, gratidão e admiração pelo seu trabalho.
Octavio Roggiero
Caro Luis Gaspar,
Só posso encarecidamente agradecer-lhe pela publicação dos meus simples poemas no Estúdio Raposa. Ouvi-os logo que tomei conhecimento, gravei-os e gostei muito. Gostei de tudo, da apresentação, com o poema de introdução, e da opção pelos poemas sobre as terras de Portugal, pois assim, os poemas que eu criei podem dizer algo a muitas mais pessoas. Pois considero que um dos problemas da poesia é muitas vezes ter um grande significado apenas para os autores.
Aproveito também para manifestar o meu aplauso ao "Diário de um Louco", que gostei muito, e espero um dia ver por aí outra obra publicada.
Para mim o Estudio Raposa só peca por não ter mais publicações, pois não me canso de o ouvir, embora saiba que custe mais fazê-lo.
Sei que fiquei mais rico após esta publicação. E esse enriquecimento devo-o a si, Luis Gaspar, por isso quero de novo agradecer-lhe e dar-lhe os parabéns por este trabalho maravilhoso.
Os mais sinceros cumprimentos
Manuel Sá Lopes
...Como já nos habituou, não recita simplesmente os textos, vive-os e é por isso que os sentimos como sentimos!
H.
Encantada ao ouvir os belíssimos sonetos de Núria Carla Figueiredo. A voz maviosa somou-se à sensibilidade da grande Sonetista Núria o que muito a mim encantou assim como todos que aqui comigo tiveram a honra de ouvir declamados de forma magnífica os Sonetos da grande e maravilhosa Núria. Sensibilidade e doçura eis os Sonetos de Núria declamados em tão bela voz. Grande abraço e parabéns à Sonetista Núria pela infinda capacidade de captar os mais profundos anseios da alma.
Dorothy Santos Carvalho
Goiânia-Goiás-Brasil
Núria
Tive o privilégio de ouvir os teus sonetos na voz de Luis Gaspar. Fiquei deveras emocionado, e isso porque sempre fui uma pessoa sensível ao belo. Estou convencido que tenha duas existências: A material e a espiritual. A primeira atua como a ferramenta dos meus atos nas tarefas do dia a dia. A segunda eleva o meu pensamento pelos verdes campos da minha fértil imaginação, fazendo com que viva momentos indescritíveis de puro êxtase . E um deles é quando minha alma é tocada por uma música suave ,ou mesmo um poema, e mesmo uma linda paisagem, que consigam arrancar de dentro de mim toda a sensibilidade que tenho para externar ao mundo. Minha criatividade vem daí. Nada sou sem que antes receba o combustível que irá alimentar os segredos poéticos que guardo no fundo do meu ser.
Tua poesia ajuda bastante nesse mister. Já disse que és detentora de grande sensibilidade , e isso para mim é um dom divino. Poucas pessoas são agraciadas com essa dádiva.
Desejo felicidades, como sempre, e esteja certa de que sua obra ajuda a todos a acumular as energias vitais ao enfrentamento de nossas duras realidades.
Um abraço
Roberto Fraga.
Olá ilustre compatriota Luis Gaspar...
Apenas umas singelas palavras para expressar quanto admirei o seu trabalho que representa um verdadeiro monumento na arte de recitar.
Os meus mais sinceros parabens pela eloquência e pelo profissionalismo
que deixa transparecer neste seu espaço cibernético.
Tambem escrevo há muitos anos e tento dizer poesia mas rendo-me à sua magnânima forma de a apresentar.
No próximo e mail vou enviar-lhe um simples soneto.
Convido-o se tiver usn minutos a fazer uma breve visita à minha página.
Já guardei a sua pois tenho a certeza que irei aprender MUITO
ao ouvir as suas sublimes récitas.
O meu mais caloroso abraço Lusitano com desejos dum optimo fim de semana.
Fraternas Saudações
Euclides Cavaco
cavaco@sympatico.ca
Entre aqui na minha sala de visitas:
http://www.ecosdapoesia.com
Olá Luís!
Eu não somente ouvi, mas também fui às lágrimas, ao ver meus sonetos serem tão bem declamados. Com alma, força e sensibilidade. Eu se pudesse falaria todas as palavras do mundo para te agradecer. Mas, meus dedos estão estáticos, trêmulos de alegria e emoção. Amigo, posso chamá-lo assim? Você realizou um sonho meu, que era de estar entre vocês, povo lusitano do qual tenho raízes. Estar aí foi como voltar à casa de meus avós. Sempre entrarei em contato com você, se assim o permitir. E que sejas muito feliz em sua vida, para que realize sonhos de muitos escritores, como fizeste comigo. Fica em paz e até breve! Núria
Ps: se puder, visite-me no site Recanto das Letras. Será uma honra.
Núria Carla Figueiredo Silva
Olá Luís,
Que belíssimo dom os deuses lhe concederam! Evoé! Meu nome é Elton Becker, também sou locutor e moro no Brasil, aqui no sertão da Bahia, ao sudoeste de onde os lusíadas chegaram em 1500.
Parabens pelo seu trabalho. Há muito não via um trbalho que me empolgasse tanto. Felicidades e vida longa.
Elton
Palavras de Ouro 106
Maria Alberta Menéres
Perante o curriculum de peso, fico sem palavras para análise.
As de Ramos Rosa são, decerto, o retrato fiel da escritora.
Devo lê-la. Tenho é que optar entre poesia ou prosa.
Pelo que acabei de ouvir, talvez prosa. Fascinou-me a facilidade do diálogo sobre o tema "Primavera".
Mais uma vez, nunca é demais dize-lo, o seu programa está a dar cores novas à nossa literatura, difundindo valores não muito conhecidos do grande público.Mas há que dar valor ao chamado "grande público" que
se cultiva à sombra de revistas e livros menores?
Enfim; tema para grande debate.
João Manuel Carreira
Amei Edgardo Xavier, sei que ele é um dos melhores poetas portugueses e a cada dia escreve melhor!
Gostei muito também do jeito como foi apresentado e como foi falado seu poema.
Obrigada
PaulaCastanheira
Caro Luis Gaspar,
Acabei de escutar os meus poemas. Gostei muito. É uma visão diferente e vale por isso mesmo.
Gostei dos compassos, da música, das pausas e da dicção. Obrigado pelo sentimento que emprestou às minhas palavras. Um abraço.
Edgardo Xavier
Até hoje não tinha ouvido falar de ti, mas a partir de agora, estou tua ouvinte, talvez não a mais assídua, mas uma das mais comovidas. Foi uma delícia ouvir os poemas do Edgardo Xavier, onde dás ênfase às palavras, colorindo-as, tirando delas todas as nuances de luz e sombras. Emocionei-me. Já conhecia todos os poemas, mas foi como se os ouvisse pela primeira vez. Amei. Parabéns aos dois. Ao Edgardo por ter buscado dentro dele as palavras mais lindas e a ti por ter traduzido esta beleza através da tua voz.
Um abraço
Vilma Nunes
Primavera, São Paulo, Brasil
Diário de um Louco (ultima apreciação)
Concluído o teu trabalho com o 5º e último episódio da obra em referência, é tempo de ajuizar, na simplicidade dum ouvinte atento mas não dado a entendimentos de teatro radiofónico, a obra na sua totalidade.
E, para melhor resultar esta espécie de crítica, resolvi reunir todos os episódios, sentar-me na comodidade possível, e ouvir integralmente todo o texto.
Resulta esta experiência; fiquei sem os intervalos e, assim, "vivo" a evolução interpretativa à medida que o protagonista vai aumentando o seu estado de demência.
Há momentos muito bons; a aspereza ou a suavidade da voz condizem ou fazem-me convencer disso - com o espírito dum doente em delírio que, todavia, tem ainda discernimento para apontar o seu dia-a-dia num caderno ou em simples folhas soltas.
De realçar ainda e o mérito é teu e não do autor a entoação "carinhosa" em personagens que para ele, escriturário Rei de Espanha, são dignas da sua "simpatia".
Aponto alguns momentos muito bem dirigidos: "Entre mim e o Rei de Espanha não existe qualquer semelhança" as gargalhadas que antecedem "fui por brincadeira" e
"a carta é um disparate" a aceitação e convicção das alternativas dos transportes da época: "os vapores andam realmente muito depressa" o queixume dorido, quase de menino: "bateu-me com um pau nas costas e magoou-me" a entoação nos conhecimentos físicos do universo: "ocorreria um fenómeno estranho; a terra pousará na lua".
Mas nem tudo são rosas, meu caro locutor/actor. Os dias do calendário são ditos, em meu entender, muito convictamente.
"Nunca passei por um inferno como este" deveria ter tido uma força de revolta.
Mais uma ou outra coisita que não me ocorre de momento e seria desconchavado ir procurar.
Mas a parte final é empolgante; uma autêntica despedida da vida.
Para ponto final é muito bonita a homenagem à literatura russa e o confessares que te deu prazer executar este trabalho.
A mim deu-me um enorme prazer em o ouvir.
Luís Pinto
Viva Luís Gaspar,
Quero felicitá-lo pelos excelentes trabalhos com que nos tem presenteado. Nessa linha está o estupendo audiolivro "O Diário de um Louco".
Como cego que sou, aprecio muito os audiolivros.
Também gosto muito de escrever e já dei à estampa dois livros de contos.
Em anexo, envio-lhe precisamente o meu 2º livro "Para Além do Olhar".
Caso seja do seu agrado, dou-lhe toda a liberdade para o postar em audio.
Sentir-me-ia até muito honrado.
Um Abraço literário,
Américo Azevedo
O “Diário de um Louco”, não é um tema fácil. Aliás o próprio estado emocional do personagem principal, inspira a dado momento, um tal sentimento pelo seu sofrimento, que nos enche a alma de intensidade.
Ler pois, Nikolai Gógol o autor de “Taras Bulba”, um dos romances que mais gostei, de sua autoria, não é fácil.
Confesso que cheguei a arrepiar-me, ao ouvir a intensidade de determinadas passagens, tal o realismo e convicção, que o Luís Gaspar imprime a cada momento.
E recordei uma passagem do próprio Gógol:
“Eu considero inteligente o homem que em vez de desprezar este ou aquele semelhante é capaz de o examinar com olhar penetrante, de lhe sondar por assim dizer a alma e descobrir o que se encontra em todos os seus desvãos. Tudo no homem se transforma com grande rapidez; num abrir e fechar de olhos, um terrível verme pode corroer-lhe as entranhas e devorar-lhe toda a sua substância vital. Muitas vezes uma paixão, grande ou mesquinha pouco importa, nasce e cresce num indivíduo para melhor sorte, obrigando-o a esquecer os mais sagrados deveres, a procurar em ínfimas bagatelas a grandeza e a santidade. As paixões humanas não têm conta, são tantas, tantas, como as areias do mar, e todas, as mais vis como as mais nobres, começam por ser escravas do homem para depois o tiranizarem.
Bem-aventurado aquele que, entre todas as paixões, escolhe a mais nobre: a sua felicidade aumenta de hora a hora, de minuto a minuto, e cada vez penetra mais no ilimitado paraíso da sua alma. Mas existem paixões cuja escolha não depende do homem: nascem com ele e não há força bastante para as repelir. Uma vontade superior as dirige, têm em si um poder de sedução que dura toda a vida. Desempenham neste mundo um importante papel: quer tragam consigo as trevas, quer as envolva uma auréola luminosa, são destinadas, umas e outras, a contribuir misteriosamente para o bem do homem.” Nicolau Gógol, In "Almas Mortas".
O Luís Gaspar conseguiu, através da sua leitura, transportar-me exactamente aos sentimentos que Gógol tão bem sublinha, neste seu texto.
Porque eles estão ali bem visíveis, na sensibilidade de cada um de nós, numa leitura que nos coloca, em cada situação, em cada local, em cada expressão!
O realismo da interpretação, a dor, o espanto, o delírio psicótico, a comiseração que o personagem dá a si próprio, está bem patente, nesta interpretação magnífica.
Felicito-te Luís, pelo desafio, pela iniciativa, pelo esforço e por esta admirável escolha e partilha.
Estamos todos de parabéns pela oportunidade, de ouvirmos esta excelente obra.
Um abraço carinhoso e aguardo a próxima leitura…
Otília Martel (Menina Marota)
Lugar aos Outros 64
Gabriela Rocha Martins quanto a mim, e ao contrário do que diz o Luís Gaspar, "já chegou às estrelas".
Aliás está isto bem documentado na introdução do seu programa dedicado integralmente a esta autora.
Sente-se um domínio perfeito do valor das palavras e, quando assim acontece, a obra não tem reparos nem adjectivações supérfluas.
Apreciei todo o trabalho por si lido, especialmente o primeiro poema; "Mãe".
José da Silva Sacramento.
Caro Luís Gaspar
Estou encantado e tudo faço para não perder tal encantamento.
Ainda não desci dos céus para onde tal sublime declamação me transportou.
Espero em breve poder publicar esse "podcast" no cantinho que ainda não terminei:
http://rodinha26.blogtok.com
E encantando vou dizendo ao mundo: o estudioraposa honrou-me com um trabalho junto de tantos outros que encontraram tão sublime lugar. E assim cheguei às estrelas, de onde acho as minhas origens. Hoje com os pés na terra digo neste seu testemunho de visitas:
Obrigado Luís,
E que um dia te possa retribuir com algo que te contente na medida de tão nobres gestos
que por todos nós tens feito, no teu espaço cibernético.
Não deixo pois de te lembrar:
O BlogTok.com é uma casa aberta para todos e muito em especial para ti.
José Lourenço
No lugar aos Outros 61
Olá Luis Gaspar
Em primeiro lugar dizer-lhe, simplesmente Obrigada. Foi bom, muito bom, bom de mais, ouvi-lo declamar os meus poemas! É curioso, não temos mesmo a noção do poema... ou seja, quase nos esquecemos que fomos nós que os escrevemos, tamanha é a intensidade e beleza que empresta, ou melhor dá, com a sua voz. Por isso e de novo o meu obrigada.
Obviamente farei um comentário no espaço adequado.
Será para mim um prazer sempre que quiser e assim o entender , que se desloque ao meu blog e escolha os poemas que entender e os declame. Sou sua ouvinte, semanalmente vou à sua rádio raposa e fico deliciada com o seu poder de declamador.
Vou dando notícias de mim e espero que me dê noticias suas também.
Grata mais uma vez
aceite um beijinho carinhoso.
Rosa Maria
Olá Luís!
Ouvi, re ouvi e voltei a ouvir ... E perguntei.me - estes poemas. Este texto . São meus?
Sei que o são, mas a sua voz dá.lhes a beleza, a suavidade e/ou a força que cada verso impõe. Muito obrigada Luís pela partilha desta vagabundagem. E digo mais. Não gostei... Adorei!
Faço.lhe, no entanto, uma pergunta de lana caprina. É que tentei fazer o download, a fim de guardar estes momentos tão especiais, não só no meu computador, como transportá.los, como o fiz com a Maria Azenha, para o Canto.Chão. Todavia, não consigo fazê.lo. O Luís pode ensinar.me?
fico.lhe gratíssima e, mais uma vez, reafirmo o meu estado de graça face ao seu magnífico dizer. Os meus textos ficaram, em muito, enriquecidos. É tão bom ouvirmo.nos na voz dos outros, quando os outros são, como no caso presente, o Luís.
Um abraço grato. Aguardo, então, notícias suas, certo?
Maria gabriela
Caríssimo Luís
Se alguém me perguntasse qual é “o poema da minha vida” eu responderia sem hesitar: Tabacaria, de Álvaro de Campos/Fernando Pessoa (quanto não daria eu para ouvir este poema dito na íntegra pela sua Voz!).
Para além de me narcisar com a sua leitura dos meus excertos, ouço muitos dos textos e leio sempre as mensagens dos “seus” autores e ouvintes, para lhes conhecer os gostos e a alma e me comover com o encantamento que sentem quando se ouvem na sua Voz e que é igual ao que eu também experimento. Mas não deixo de sentir uma certa ansiedade, fruto da minha longa experiência, pelo destino incerto de alguns destes jovens (bons) escritores, neste Portugal tão pouco inclinado à cultura e ainda menos a dar oportunidade aos novos talentos.
Por isso, apesar do prazer pela atribuição do prémio ao meu “D. Sebastião e o Vidente” e da sua generosidade em o divulgar lendo um capítulo, me vieram à memória esses versos espantosos de Álvaro de Campos que, mau grado o seu pessimismo, gostaria de recordar aqui, neste recanto privilegiado de partilha de sonhos, emoções, alegrias e decepções, mas sobretudo de beleza:
“Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora génios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas ,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre “o que não nasceu para isso”;
Serei sempre só “o que tinha qualidades”;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Esta luta que foi minha, será a de muitos destes autores, mas apesar do pessimismo pessoano, é preciso não esquecer que ele também disse que “O poeta é um fingidor/ finge tão completamente/ que chega a fingir que é / a dor que deveras sente”. Portanto, é preciso não desistir e lutar sempre, enquanto houver gente como Luís Gaspar com o seu “Lugar aos Outros” e as “Palavras de Ouro”, abrindo as redes da capoeira e destapando o poço para deixar ouvir as vozes dos poetas e prosadores.
Estive a ouvir o meu texto (às 4 da manhã), dito como sempre na perfeição e com o enquadramento sonoro igualmente impecável. Senti o sabor do mar e a saudade no grito das gaivotas; arrepiei-me com o zumbido da varejeira, estremeci com o rosnar abafado da trovoada e mareei-me com o cheiro da pestilência e da morte. As personagens entraram-me pela casa e eu temi que despertassem os vizinhos, tão de carne e osso se fizeram. Muito, muito obrigada, Luís Gaspar
Um grande beijo para si
E, agora, Luís Pinto, as suas observações neste blogue, pelo humor, sensatez e “conhecimento de causa” ainda me tornam mais grata a sua mensagem. Não era, todavia, minha intenção usar este espaço para promover as vendas, mas sim dar a conhecer a minha escrita, pois como o Luís Gaspar disse eu sou a única escritora viva que lhe enviou textos talvez por inconscientemente sentir que aos 62 anos já estou com um pé cá, no mundo dos vivos, e outro lá, no mundo dos mortos. Julgo que se outros não o fazem, é por desconhecerem o Estúdio Raposa, com grande perda deles.
Mas é óbvio, caro Luís Pinto, que lhe fico devedora por querer comprar o meu “D. Sebastião e o Vidente”. Quando o ler, por favor, não deixe de me fazer a sua crítica, peço-lhe. Um grande abraço.
Deana BarroqueiroNota do Estúdio Raposa: o poema Tabacaria de Álvaro de Campos, referido pela Deana Barroqueiro pode ser ouvido AQUI
Diário de um Louco III
Propositadamente silenciei-me em comentários aquando da audição do capítulo 2, contrariando o prometido no final da minha primeira apreciação.
Há muitos anos vi Jacinto Ramos interpretar este personagem de Gógol, salvo erro no Teatro Nacional. O actor interpretou o "louco" com grande força. Aliás parece ser unânime dizer-se ter sido o melhor "papel" da vida deste artista.
Não faço quaisquer comparações, por ser exactamente impossível faze-las.
A razão é muito simples; no palco o actor está em vantagem em relação a ti. Tem espaço, ou melhor, pode brincar com os silêncios, com os gestos, passeando-se no proscénio inteiro, com o olhar atento para um público que o escuta e vê.
Tu, meu bom amigo, tens um espaço pequeno de ribalta inexistente e, quanto a público, apenas um microfone abstracto, onde te é impossível medir reacções duma plateia que sempre transmite ao actor o agrado ou desagrado (a tosse, o "ranger" das cadeiras, etc.) que o artista atento não deixa de medir para, se necessário, reajustar a sua interpretação.
Por outro lado a tua desvantagem torna-se numa superior qualidade.
Assumes o papel dum leitor que lê em voz alta no silêncio de um quarto.
E cada ouvinte pode "encarnar" a figura do "louco" que representas sentindo-se ele próprio espectador isolado, é um facto, mas confortavelmente instalado na poltrona do prazer da tua interpretação.
Faltam dois capítulos para chegar ao fim mas aceita desde já os meus parabéns.
Luís Pinto
Deana Barroqueiro.
Não é necessário dizer-lhe, mas digo-lhe.
Vou comprar o seu livro.
Luís Pinto
Continuo com a minha.
Cada programa devia ter correio específico e não tal como está, tudo misturado.
Gaita. Nunca mais sou ouvido.
Irra!
lp
Caro Luís, agradecer-lhe a generosidade é pouco.
A forma como disse os meus textos só os valorizou. Estou-lhe eternamente grato.
Envio-lhe para já um grande abraço, em breve lhe enviarei o segundo livro, que dentro em pouco estará nas bancas.
Trarei a sua magia para o meu blog por rss.
www.o-ente-do-ser.blogspot.com
e também
www.oserdoente.blogtok.com
Um grande abraço de gratidão do josé, e da poesia.
Estimado Luís Gaspar,
a sua iniciativa é uma bela prenda para miúdos e graúdos", nomeadamente
quando os "graúdos" como eu, não podem aceder ao livro impresso, devido a
deficiência da visão.
Sou cego total e a audição de livros é das coisas que me proporciona mais
prazer. Vou adicionar o seu blogue aos favoritos para ir espreitando as
novidades.
Muitos parabéns e um abraço
J.G
Diário de um louco I
A expectativa era grande... e não fiquei desiludido.
Antes pelo contrário; encontrei uma autêntica peça de bem representar com a voz.
Não é necessária cena aberta; o ouvinte vê o personagem, sente-o, respira a mesma atmosfera como se estivesse ao lado do "Louco", e acompanhando-o pelas deambulações do texto.
A tua tarefa interpretativa não é fácil; "a loucura", de capítulo para capítulo, vai crescendo até atingir um zénite que, para quem não conhece a obra, não sabe até onde ele chega.
E é aqui que me parece faltar alguma coisa na tua introdução; o ouvinte devia ser avisado da evolução da demência, ou seja, da dificuldade interpretativa que vai sendo, forçosamente, mais exigente de episódio para episódio.
Mas parece-me, a julgar por este que me foi dado ouvir, que encontraste o caminho certo para teatralizares uma "mente desorientada". Mereces, desde já, e por isto mesmo, o máximo respeito
Apropriados efeitos sonoros completam com êxito esta minha primeira opinião.
Aguardo pelo próximo.
Grande abraço
Luís Pinto
Irene Lisboa passou-me completamente "ao largo" aquando da aprendizagem abreviada de autores das nossas letras.
Quando eu entrei na escola para a então chamada "instrução primária", tinha Irene os seus 42 anos e já respeitada inspectora orientadora do ensino infantil. Diz a biografia da minha estante "... cargo que se diz foi afastada pelas suas ideias avançadas nesta área".
Não seria caso para menos para quem colaborou na "Presença", "Seara Nova", "O Diabo" e a "Vértice", nomes sonantes, recheados de grandes intelectuais cuja sombra, convém lembrar, fazia "cócegas" ao Estado Novo.
Por curiosidade peguei no meu livro de 3ª classe, faço-lhe uma "leitura em diagonal" e, sem menosprezar a selecta dos textos (prosa e poesia) são estes reveladores da então doutrina do ensino em Portugal; "A Caridade", "O Povo Português", "A Joaninha" "O Chefe do Estado", "Salazar", "As Cores da Bandeira Nacional", "A Procissão", e umas trinta páginas sobre "Doutrina Cristã", dividida em capítulos sendo que, no fim de cada, depara-se um questionário do qual transcrevo apenas esta pergunta/resposta:
P. Quais são os últimos fins da nossa vida?
R . Os últimos fins da nossa vida são: a Morte, o Juízo e o Inferno ou o Paraíso para sempre.
Numa terceira classe a criança tinha os seus 10 anos.
Hoje, com esta idade, a criança tem o seu computador...
Por isso volto a insistir; o teu "Palavras de Ouro" deve, cada vez mais, dar luz aos autores de reconhecido valor mas também e principalmente os de grande coragem que lutaram contra a imbecilidade com as armas das letras.
Nos nossos dias tomar uma posição é extraordinariamente fácil. Qualquer um pode escrever o que quiser.
Luís Pinto
Ai, ai, ai,
Querido Luis,
"Palavras de Ouro" a começar esta época com Irene Lisboa!?
É DEMAIS!!!
Sou uma fã incondicionável da Irene....Que BOM!
Muito e muito OBRIGADO!
Valeu por mil!
Tudo de bom amigo.
Mil beijos de SOL, Isa
Caro Luís Gaspar,
Fiquei a saber do seu blogue no "Correio dos Outros". Foi um achado
fabuloso.
Muito obrigado pelo trabalho que disponibiliza. Já ouvi uns excertos
do Romance da Raposa e está fantasticamente bem lido.
Parabéns e continue. Vou ficar leitor e divulgar por todos os meus
amigos que adoram áudiolivros.
Jorge Fernandes
Caríssimo Luís
Julgo que não recebeu a minha mensagem de 2 de Agosto a agradecer-lhe a leitura de mais um texto meu e, como não quero que me tome por ingrata, retomo o tema e os agradecimentos.
Desejava-lhe umas boas férias e recomendava-lhe, secundando o pedido do seu amigo e admirador António da Silva Costa, que cuidasse da sua saúde e em particular da sua Voz que, magistral e merecidamente, surgiu no Palavras de Ouro nº 101 como a Voz de Deus, por milagre humano do seu talento e generosidade, através da minha escrita e para meu encantado envaidecimento.
Deixar aos seus admiradores, de entre os quais sou uma das mais incondicionais, no programa 101 (um número mágico e o último desta série), como despedida, as minhas palavras, para mais acompanhadas pelas de um poeta admirável como Mário Cesariny, é uma grande responsabilidade para mim, mas também uma enorme honra que lhe agradeço com emoção verdadeira.
Aproveitando a sua generosa oferta, copiei para a minha nova página/blog os podcasts dos meus textos e o link para o Éstúdio Raposa, para os meus amigos e leitores que me visitem possam usufruir do prazer de ouvir a sua Voz e os textos de tanta e tão talentosa gente que o meu amigo dá a conhecer, com uma generosidade e desinteresse cada vez mais raros nestes nossos tempos infestados de medíocres, invejosos e bufos.
Veja o efeito desse seu dom fabuloso na gentilíssima italiana Georgia que, desde aqui, saúdo com amizade porque, tal como nós, ama esta nossa bela língua portuguesa.
Ainda bem que existe! São as pessoas como o Luís Gaspar que nos reconciliam com o mundo pequenino que nos rodeia.
Deana Barroqueiro
Bom dia Luis,
Eu sou Georgia uma Italiana que ficou apaxionada da lingua portugues.
Eu encontrei o vosso pod-cast sob internet..e ouvir-lo para todo o passado
inverno, sem nada compreendir (or pouco e mal).
Mas eu gostei muito a musicalidà da lingua, e vossa voz também.
Compreendei sò des falavras, que são tão parecidos do italiano, mas com a
differente pronùncia.
Então decidei de vir em Lisboa, e tomar um corso de lingua para estrangeros
nà faculdade de letras.
Quando esteve de ferias voltei para Portugal.
Esteve là para as seis semanas.
Jà cheguei em Itàlia.
Foi um mês maravilhoso. Eu estudei duramente, mas com satisfação.
Hà 4 semanas de curso e agora posso compreender e falar um pouco.
Tudos os dias, enquando travalho com o computadore, ouço os vossos programas que são tão interessantes. Isso è o meu modo para treinar a lingua.
Mais incrivel è que agora posso compreender todo.
Então se tenho este desejo de aprender o portugues è ainda para vôce.
Obrigada e à proxima
Georgia
Querido Luis, Eça é Eça. Adoro Eça. Amei o programa 100 "Palavras de Ouro".
Quando aprendi a ler, o meu pai ofereceu-me "A Mensagem " de Fernando Pessoa, e daí em diante, veio Eça, Garrett, Dinis, Bocage....
Enfim...Comecei a lê-los muito pequenina, entretanto já voltei a relê-los. Vale Sempre a pena...
Muito obrigado por mais esta bela "declamação".
Parabéns!
Muito SOL.
Beijos, Isabel Fontes
Olá, Luís:
Tenho tido muito pouco tempo para ler e para ouvir. A burocracia que
nos afoga é cada vez maior e subverte o próprio significado do que
seja ser professor. Por mim, bem preferia estar com os alunos, a
trabalhar com eles em actividades que os enriquecessem, sem a chata
obrigação das aulas, do que estar às voltas com documentos de
secretaria e com estatísticas parolas para analisar em casa. Mas o
Ministério da Educação gosta de ver os professores ocupados, sem se
preocuparem com o quê. O que interessa é vê-los, a esses parasitas da
Sociedade, ocupados. Porque os professores passaram, nos últimos
tempos, a serem parasitas a abater. Seja. Os tempos assim decidiram.
Lá virá o tempo em que voltará a ser considerada uma das mais dignas
profissões. Mas vou deixar-me de queixas.
Espero que tenhas umas óptimas férias. Mas, enquanto ia fazendo coisas
que puxavam menos pelo meu pensamento, dei-me ao luxo de colocar os
programas em atraso a correr no computador - e valeu a pena. A forma
como leste "A Aia" foi simplesmente encantadora, cheia de um certo
estilo declamatório de sabor serôdio que se ajustou na perfeição ao
texto, como se ingressássemos numa soirée queirosiana ou, quiçá,
proustiana. O programa sobre Adília Lopes foi, igualmente, maravilhoso
e vem, justamente, relembrar uma voz que se tornou conhecida pelos
piores caminhos da fama. A tua leitura da sereia das pernas tortas não
poderia ter sido melhor. Música pura.
Muito me agradou, igualmente, encontrar o Henrique Fialho no Lugar aos
outros - e fiquei um pouco triste comigo mesmo por não ter sido eu a
propor o nome. Fizeste uma óptima escolha. Devo ainda ressaltar que a
escolha da música também é cada vez mais adequada ao teor de cada
texto.
Não quero parecer demasiado laudatório - até porque sabes bem que sou
crítico em relação às coisas que aprecio. Vou fazer como nos mandas:
vou ouvir os outros programas e dar-me-ei ao desplante de te criticar
a respeito de programas mais antigos, se assim se justificar.
Abraço grande do amigo:
Manuel Anastácio
Caro Luís Gaspar.
Os meus afazeres pessoais não me têm permitido acompanhar este Audioblog com a assiduidade habitual. Hoje, ao vir ouvir-te tive a triste notícia de que ias deixar-nos até ao início de Setembro. É realmente uma ausência muito prolongada, que irá decerto entristecer muitos de nós, especialmente aqueles que, aguardam com ansiedade, a leitura dos seus trabalhos.
Da minha parte só posso desejar umas felizes férias e traga voz e o seu profissionalismo, para nos continuar a encantar.
Um abraço,
Menina Marota
Ola que maravilha...só tenho a agradecer... que Deus te abençõe,
Que teu Estudio seja a voz que o mundo precisava ouvir... neste
elo de uma pequena semente apenas o som da prosperidade.
Beijos nesta tua bela alma.
ivaneti
Não estou particularmente interessado em saber para onde vais passar dois meses de férias.
Mas, como amigo, aconselho-te a máxima cautela com a preservação da garganta; Sol moderado, cuidado nos choques térmicos, manter a zona do pescoço a uma temperatura constante, etc; tu saberás como se cuida o timbre da voz porque, ao longo de anos, raríssimas foram as vezes que faltaste a uma gravação por uma gripe ou quaisquer outras maleitas que afectam as cordas vocais.
Estou em crer que os habituais ouvintes te perdoarão.
Quanto aos autores dos textos, não sei! A ânsia de ouvirem os seus trabalhos especialmente os que estão em "fila de espera" pode não achar piada nenhuma. A ansiedade dum escritor é uma doença.
Boas férias e um abraço
António da Silva Costa
Luis
Amei.....ficou magnifico. Muito, Muito obrigada. Já lá está no meu blog.
Um abraço e um beijo cheio de carinho
emilia Della-Porther
Não podias ter escolhido melhor para festejares o bonito número 100 do programa "Palavras de Ouro".
De facto, Eça, é o Escritor. "Eu sou apenas um pobre homem da Póvoa do Varzim", escreveu, mas é um grandíssimo homem das letras portuguesas.
Sem desprimor para tantos outros magníficos homens de letras, homens no sentido universal, Eça de Queiroz criou um estilo inconfundível que ainda hoje, passados que são 107 anos da sua morte, se continua a ler, reler e voltar a reler, e sempre se encontram novos sabores, ou melhor, algo que anteriormente nos tinha passado por menos atenta leitura. É o mistério Queirosiano; descobrir constantemente algo de novo.
Como se sabe, uma boa parte da sua obra é póstuma. Não discuto a oportunidade de se ter dado à estampa o que o escritor não reviu mas, em relação a este teu programa, quantos milhares de palavras já tu não leste numa constante homenagem aos artistas que se têm dedicado à divina arte da escrita? Parabéns e venham daí outros tantos.
Luís Pinto
Luís Gaspar,
Simplesmente embevecida pela maravilhosa percepção/ leitura que fez dos meus poemas (pertença nossa), quero reiterar o quanto me sinto feliz por os ter partilhado consigo e com todos aqueles a quem possa chegar, aqueles que como nós, amam a palavra e fazem dela o meio, a via para “tocar”, “mexer” no mundo, exprimindo a vida, os sentimentos, o gesto...
Bem haja!
Devo felicitar também a escolha que fez da minha “companheira de alma “, cuja poesia foi também maravilhosamente dita por si. Lindos Poemas eu ouvi. Sinto-me uma privilegiada por partilhar o programa com ela .
Um abraço cá do fundo
Deste lugar onde chegou
E no qual o vou conservar
- do meu coração.
Para si.
“A VOZ”
Emocionei-me.
Deslumbrei-me.
Fiquei feliz.
Nunca eu imaginei,
Ter esta surpresa um dia,
De ver a minha poesia
Dita por uma voz
Tão suave, doce, etérea,
Quanto viril e masculina.
Deixei-me conduzir ao céu,
Pedi que me levasse com ela,
Uma e outra vez,
Numa perfeita parceria,
Para assim fazer,
Mais uma sinfonia.
Esqueci-me,
De ser eu própria,
Enriqueci-me com ela ,
Valorizei-me.
Pairei sobre um véu,
Nas nuvens brancas ,
E voei nas asas de uma gaivota,
Que também eu,
lhe pedi emprestada,
E sonhei e sonhei...
Fiquei encantada,
Com a paisagem que vi,
Com a riqueza de uma alma,
Assim partilhada,
E nesta viajem,
Que com ela cumpri,
Eu cresci.
E nesta caminhada que fiz,
Eu permaneci.
Por essa voz fiquei,
Eternamente apaixonada!
Beatriz
Sou suspeita ao falar de Adília Lopes, uma vez que a leio e admiro há bastante tempo. Senhora de uma sensibilidade e agudeza de espírito enorme, fiquei muito satisfeita por a ouvir aqui no Palavras de Ouro, porque o luziu ainda mais.
Ela é um misto de doçura e amarguesa, traduzindo através da poesia todo o sentir que a envolve desde os dias da sua infância até hoje.
Permite-me que te deixe aqui um texto dela, na candura dos seus 11 anos e escrito segundo ela mesma diz nas aulas da Professora Crisanta:
“ A bolinha castanha “
Saí de casa, era uma manhã fria, sem Sol, em que as árvores pareciam mãos enormes buscando a Primavera no céu sem cor...e a chuva caía...caía...
Comecei a andar, abri o guarda-chuva, a rua parecia-me imensa, toda branca, beijada pela chuva. Os pardais voavam nas árvores talvez lobrigando nelas flores, Sol. Senti que era Inverno.
Virei a esquina e ali no chão estava uma bolinha castanha que já não chamaria mais a Primavera... Fiquei parada, contemplando o passarito, como se ele fosse um sinal vermelho que me impedisse de avançar.
Olhei, olhei mais, vi uns olhos abertos, uns olhos sem vida e aquelas penas castanhas...não mais enfrentariam o vento...
Não podia fazer nada. Andei. No ar voavam mais pardais e aquele ali, jamais voaria. Andei. Ouvi a mulher das flores a apregoar e a carroça das hortaliças que chiava longínqua.
Na calçada soaram enfim os meus passos, caminhando sozinhos com a chuva...
Olhei para o céu, brilhava nele o Sol, a chuva tinha parado e o arco-íris era uma cavalgada imensa para o infinito...
Pardal...nascia a manhã dos pregões, das conversas, nasciam nos ninhos mais pardais e aquele sozinho, perdido na multidão das pedras brancas, jamais esperaria o Sol, as flores, o arco-íris, estava morto, enfim.
Adília Lopes
(Este texto foi escrito em 1971. Tinha 11 anos.)
E assim, nascia uma poeta e escritora...
Um abraço
Menina Marota
Obrigada Luis!
No seu espaço dedicado à escrita, diz o Luis que este é um espaço onde se divulga a escrita de quem ainda não chegou às estrelas.
Como está enganado, Luís.
Com a sua voz, não só toquei as estrelas, como me senti uma delas.
No veludo da sua voz as minhas palavras ganham vida, arrepiam-me como se tivesse acabado de as escrever, de as sentir
Não tenho palavras para lhe agradecer a beleza deste momento memorável.
Obrigada Luis… pelo convite a participar no” Estúdio Raposa”
Convido-vos a ficarem com a belíssima voz do Luis Gaspar.
http://www.estudioraposa.com/index.php?id=214Este texto foi copiado do blogue http://analuar.blogspot.com de Ana Luar
Caro Luís Gaspar, foi tão bom, tão bom ouvir a sua voz declamar as minhas
poesias. Disse que lê as coisas dos poetas que ainda não chegaram às
estrelas, mas a sua voz leva os nossos poemas até elas. Aliás, os poemas são
as próprias estrelas.
Obrigado por tudo
Jorge Vicente
p.s. a sua declamação dos dois poemas foi maravilhosa, mas o "Cálice"
deixou-me arrasado. Espero continuar a procurar a memória e os poemas onde
quer que eu vá
um abraço
Olá Luis.
Antes de mais, peço desculpa pela demora deste email. Contava responder mais cedo, é certo, mas não consegui.
De resto, queria agradecer. Não quero dar os parabéns: a sua qualidade já está mais que provada e cada um de nós já se rendeu, sim, palavra "render", ao veludo da sua voz, fulgor, fôlego e brisa. Agradecer a oportunidade de ecoar a penumbra dos nossos gritos timidos. Agradecer o despertar de um desejo: continuar a criar paralelos: haverá gesto mais humilde?
Quanto à escolha do texto, para mim foi uma surpresa até porque havia sido o meu último texto até então. E porque aquela prosa foi instintiva: saiu-me numa noite e arquivei de pronto. Não dei à prosa o jeito da edição - o segundo ou terceiro olhar autocritico, por vezes dilacerante e muitas vezes delicioso - que aqui e ali mereceria: reconheço.
Mas, a oralidade foi, e parece-me, tanto para mim como para si, um desafio: mas penso que imitou com mestria a brutalidade que eu lhe imaginei, as interjeições quase agramaticais e as vírgulas e pausas quase insustentáveis. A raiva que o Armário desperta ao sujeito é-me epidémica, admito. Mas, o caruncho já toma conta dele e tudo parece estar a acabar...
Queria acabar por dizer que estarei sempre pronto para participar de novo neste seu projecto que é, deveras, muito interessante; e digo que merecia um destaque maior em quaisquer ondas hertezianas e que tais.
Um grande abraço e desejos de continuação desse seu excelente trabalho,
Abdel Sesar Im (Rui Cunha)
Olá, meu querido Amigo
Só agora tive oportunidade de ouvir as ultimas gravações, tanto do Lugar aos Outros, como do Palavras de Ouro por motivos imprevistos não as tinha conseguido ouvir, mas não quero deixar de aqui fazer referência à qualidade dos textos apresentados, com uma especial referência a Ruben A. cuja obra só conheço mesmo, através do seu livro A Torre de Barbela, mas que me fascinou completamente ouvi-lo no Palavras de Ouro.
Enquanto ouvia os textos de Margarida Luna (Maçã de Junho) recordei alguns daqueles que já li no seu blogue e que muito me impressionaram, nomeadamente Os Homens Também Choram ou Prefiro Agir, para Transformar! A Menina dos Sapatos Amarelos, como a designo, depois de ter lido um seu sonho sobre a compra daqueles sapatos, é a cada texto, uma verdadeira surpresa.
Conceição Bernardino e Rui Cunha prometo ir descobrir as palavras com que se vestem… porque após ouvir as suas escritas, ficou-me a vontade de as conhecer…
Deixo um abraço
Menina_Marota
É um grande prazer ouvir Margarida. Deve ser uma pessoa bonita e "transparente".
Merece a tua atenção. Aliás fica-lhe mal o "Lugar aos Outros". Ela já não é "Outros" mas sim a certeza que não vai "perder o rumo do futuro."
Quero mais coisas dela.
Para a Conceição, poetisa inspirada, coloco várias perguntas para as quais gostava de ter resposta; É uma senhora muito velhinha? Está descrente da vida? Porque não acredita no pensamento? Porque lhe faltam as palavras quando delas faz tão bom uso?
Oh Conceição! Não minimize o lançamento do seu livrinho "Alma Poética". A igualdade das diferenças não se constrói apenas com as palavrinhas das amizades. Constrói-se com valor. E a poetisa tem-lo.
Quanto ao Rui Cunha; tinha muito para lhe dizer da sua prosa bem torneada mas por vezes abrutalhada. Fica para outro dia, com mais calma.
Luís Pinto
Muito embora possua o póstumo titulo (um livro de capa encarnada, salvo erro), comprado na livraria da Assírio na cave do cinema King Triplex, sinceramente me confesso que nunca o li.
Ouviu-o agora, em parte, dito por ti.
Abriu-me o "apetite" e, quando acabar os dois livros que tenho entre mãos, aliás três (dois na mesa de cabeceira e um outro aqui mesmo ao lado deste teclado), vou ler o Kaos.
Achei este programa demasiado longo mas, mesmo assim, ouve-se com bastante agrado.
Luís Pinto
Olá !!!!!
:-)
Dizer que não tenho palavras era usar de forma abusiva um cliché tantas vezes dito, tantas vezes sentido...
Para ti, tenho palavras de espanto, palavras que soam a Oh...Ah... Oh.... Ah...
Palavras feitas por ditongos anasalados, feitas da não conjugação de tempos verbais, palavras que se resumem ao clicar repetido num triângulo azul e ao dizer: é só mais uma vez!!!!!
Afinal tenho palavras, porque no fundo, é quase só o que tenho para te dar, as minhas palavras que levam um grande carinho!
Obrigado Gaspar!
Um beijo grande
MLC
Bom dia Luís Gaspar!
Ouvi os meus poemas! Que sensação maravilhosa! Geralmente acabo por não
gostar muito do que escrevo, mas na sua voz, ouvi-los assim... eu
sinceramente ainda não tenho palavras! Fiquei muito emocionada mesmo, feliz, enfim... nas nuvens!
O Luís dá aos poemas magia. Provavelmente está farto de ouvir isto, mas é a
realidade: pura magia! A sua voz é como se fosse de um deus, é fenomenal a
forma como lê um poema. Parece que foi o Luís que o fez porque o lê de uma
forma absolutamente sentida.
Muito obrigada Luís, do fundo do coração. Eu calculei que fosse ficar lindo,
mas na verdade as palavras são muito pouco para dizer o que senti!
Lá em casa todos adorámos, ouvimos vezes sem conta e já avisei os amigos
para ouvirem. Depois lhe direi os elogios, porque afinal são todos para si!
Ah! E a princesa chama-se Tatiana e adorou ouvir o poema que eu tinha feito
para ela! :)
Vou colocar o link no meu blog, claro e muito, muito, muito obrigada!
Qualquer coisa estou aqui, já tinha ganho uma fã e ganhou uma Amiga.
Um grande beijinho
Vera
Caro amigo Luís Gaspar
Permita-me que o trate por amigo, pois só um amigo pode ler a minha poesia da maneira que você leu.
É bom escrever. Melhor, ouvir o que escrevemos. Soberano, quando esse alguém transmite, pela excelência do uso da linguagem, a plenitude das nossas emoções.
Foi a primeira vez que ouvi a minha poesia. Foram momentos de rara emoção.
Aquele "Que nasçam mulheres todos os dias" foi portentoso. Foi exactamente a dicção que eu sonhei. O ritmo, a ênfase, as gradações de voz... Sublime, meu amigo, sublime! Notável, ainda, a calma, a suavidade, o toque lírico q.b. da leitura dos outros dois poemas.
Esta audição vou repeti-la muitas vezes. É um marco na minha existência.
Muito e muito obrigado!
Terei todo o prazer em lhe oferecer um exemplar de cada um dos meus livros já publicados.
Um abraço
Renato Macedo
Olá amigo das Palavras!
Descobri o Estúdio Raposa graças à Isabel Fontes - da qual foram declamados
textos no Lugar aos Outros nº 44.
É muito meritório o serviço que está prestando à cultura, não apenas pela a apresentação de trabalhos de autores menos conhecidos, mas também relembrar os trabalhos daqueles que são consagrados.
Na sua voz segura e precisa, os textos ganham uma nova vida e transportam-nos pelo mais profundo do imaginário poético que existe em cada um de nós.
Já percebi que acabou de fazer um ano nesta actividade e faço votos que
continue por muitos e gloriosos anos.
Continuarei passando por aqui, para ser mais um a dar-lhe estímulo para
continuar.
Um grande abraçooo!
Abilio Henriques (Henricabilio)
Caro Luis Gaspar,
Não tenho palavras que cheguem para expressar o que senti ao ouvi-lo declamar as palavras que escrevi. Como uma miúda envergonhada, sorvi orgulhosa cada tom da sua voz, cada inflexão subtil... Foi de felicidade que se encheu o meu coração, mas é uma imensa gratidão que quero deixar ao Luis, incentivando-o a que continue o seu nobre trabalho de oferecer ao mundo essa sua excelência profissional, sem pedir nada em troca a não ser que cada um continue a ser o que é. O mundo precisa de mais pessoas como o Luis Gaspar e ainda bem que você existe!
Um abraço da Joana Roque Lino
Caríssimo,
Aqui vão palavrinhas do silêncio da noite.
Estive a ouvir os últimos Lugares e, também,
comentários a vulso.
Gostei de tudo, mas sublinho o Luís Durães
que, ao lado de uma Sofia luminosa, lhes desejo
continuada invasão pelas palavras.
Depois, uma Joana aparece em céu de primavera
e se junta a David, que Santos é também.
Doutro modo escrito, a "poesia está em tudo
o que vive" e "na luta dos homens" e "no olhar
em frente" (Mário Dionísio).
Este link responde a Luís Pinto: valorizar
um texto com o talento de uma voz, ou não,
é uma falsa questão.
Já A. Pinto Correia avança no "olhar em frente"
que tanta falta nos faz.
Descartando ou não o filósofo, a mesma resposta
vou usar. Desta feita, com a ajuda de Sebastião
da Gama, meu amigo e professor primário, poeta
da Arrábida e arredores. Dizia ele que o mais
importante é que nos entendamos, quer leiamos
Cleópatra quer leiamos Cleopátra!!!
Sobre o Mário e a Cornucópia, apenas duas
palavrinhas.
A Cornucópia existe e os Luíses também! O Cintra,
o Gaspar, o Pinto e o Durães, entre outros.
Sobre o Mário (tão esquecidos são os Mários neste
país: Leiria, Viegas, Botas...) Dionísio, só tenho
a dizer que nos conhecemos no supermercado. Sim!
A poesia está em todo o lado.
Por fim, Amora Silvestre. Que delicioso nome!
Bergmann aplaudiria com todas as mãos. Eu também.
O melhor do mundo para todos. Porque a utopia
existe em todos os quadrantes desta infantil
humanidade que ainda ousa usar a guerra para
adiar os seus profundos problemas.
Este último comentário dedico-o aos Mários e aos
Luíses e a todos os Nomes que assim sentem.
Ponto.
joaquim alves
post-scriptum: vou colocar este testemunho lá,
na púcara.abraços
Olá Luis,
Antes de mais, gostaria de felicita-lo pelo site e pelo trabalho de divulgação que tem feito. acho que é um trabalho muito interessante. Quanto à leitura que fez dos meus poemas achei extraordinária, sobretudo no que toca ao primeiro poema que leu. Eu nunca tinha encontrado ninguém que lesse os meus poemas melhor que eu, mas devo dizer-lhe que o conseguiu no primeiro poema.
Sem mais palavras mas grta pela sua atenção e dedicação
Sofia Lima
Caro Luís Gaspar
venho por este meio agradecer-lhe a amabilidade de ter lido o meu texto, a que obviamente por questões de seriedade intelectual não vou ousar chamar de poema, se bem que lido por si até poderia passar por um. é também por isso que lhe quero agradecer. pela sua interpretação brilhante apesar de se tratar apenas de um favor a uma amiga. a ouvi-lo recitar Contos de Fadas, não pude deixar de pensar no Mário Viegas a ler o boletim metereológico e como a sua interpretação realmente deu um sentido poético àquela linguagem insipida. queria também agradecer pelo seu espaço estúdio da raposa pela divulgação dos nossos poetas e pedir-lhe que me desculpe por este e-mail que está a sair pior do que esperava...
um abraço
Frederico Hartley
Meu caro Luís: impossivel deixar de lhe dar os parabéns pelo trabalho de excelência que tem feito em prol da verdadeira cultura portuguesa.
Felicito-o pelo verdadeiro serviço público que presta à cultura portuguesa. Não tenho dúvida alguma de que aquilo que hoje nos parecem ser caminhos alternativos e/ou contra-cultura, é um amplo movimento que mais dia menos dia acabará por derrubar as Margaridas RP deste país.
Lugar aos outros é a negação da mediocridade.
Um forte abraço deste seu ouvinte sempre invisivel.
A. Pinto Correia
Ainda não entendi porque chamas de "Marota" a uma "Menina" que tanto tem colaborado no teu programa e ainda por cima te oferece livros. Juro que não percebo!
Quanto ao Luís Durães; o "rapaz" (com ou sem licenciatura), faz-se, e bem.
Também muito agradável o trabalho da Sofia.
Não retiro mérito algum aos "milhares" de colaboradores que por aqui já passaram, mas fica-se sempre sem saber o real valor do poema ou da prosa, porque tu podes valorizar (ou até desvalorizar) uma obra. A musicalidade que a tua interpretação transmite ao ouvinte tem uma importância fundamental. Enfim... o velho problema que tantas vezes temos discutido.
Luís Pinto
Numa casa, em qualquer casa, há sempre um certo móvel, com uma certa gaveta onde se guardam as jóias da família, os objectos preciosos, independentemente do seu valor no mercado.
O Lugar aos Outros é uma gaveta de tesouros, um cofre de jóias sem preço - os poemas - cinzeladas pela arte e o génio dos poetas "anónimos", no engaste brilhante das suas palavras, as pedras preciosas das sensações, dos sentimentos, dos sonhos, das sombras...
Para me consolar da bruteza e da mediocridade que nos agridem quotidianamente no mundo real, refugio-me de vez em quando aqui, ouvindo as Palavras de Ouro e o Lugar aos Outros (Haverá diferenças entre ambos? Não as sinto!) e deixo-me impregnar da beleza e sensibilidade das palavras e dos sentimentos desses Outros (logo tão nossos) que a voz de Luís Gaspar reanima para o prazer dos nossos sentidos. Quem disse que as Sereias eram mulheres errou... seguramente por não ter conhecido Luís Gaspar! E Apolo e as suas Musas navegam pela Internet, inspirados e cada vez mais vivos e geniais.
O brilho da jóias na gaveta do Lugar aos Outros maravilha a quem o vê, mas o mundo lá fora é cego e talvez algumas destas jóias fiquem para sempre na gaveta, para grande perda nossa.
Lá fora proliferam e medram os Zinks, as Bobones e quejandos "escritores" dos concursos da TV que degradam mas dão dinheiro e "fama" e fazem vender produtos sem brilho. Talvez um dia a roda da fortuna mude e neste país passe a brilhar o talento sobre a mediocridade.
Feliz aniversário ao Lugar aos Outros! Foi uma honra ter o meu texto da Criação do Homem lido pelo Luís Gaspar nesta página, com o exacto tempero de ironia.
Deana Barroqueiro
(Deana na América, Luís Pinto, para se pronunciar como Diana em português, exigência de uma mãe emigrante, lisboeta e saudosista até aos ossos... cujos genes herdei).
Já me passeara em tempos pel"As Palavras de Ouro" e apaixonara-me pela forma como o Luís declamara o "Adeus" de Eugénio de Andrade. Talvez porque o poema, na sua voz, "saltara" para a vida real de uma forma tão pungente.
"Já gastámos as palavras pela rua, meu amor
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis." (....)
No final de ouvir e ouvir e ouvir... tinha lágrimas nos olhos.
Foi o que me sucedeu, desta vez por razões diferentes.
Porque ouvir as minhas palavras na voz de alguém que as declamou tão bem e acima de tudo, se importa em nos dar voz, a estes "outros" que ainda se perdem nas entrelinhas do que são os pensamentos soltos por aí... ainda sem destino certo.
O Luís pedira-me uma pequena descrição de mim mesma. Enviei-a a medo. Ele deu-lhe vida e cor, um calor, que eu não esperava.
Fico-lhe grata por me ter emocionado. Por ter chegado até mim. Pelo seu belo espaço e capacidade para o manter.
E ainda um beijo especial à sua "Sininho", a Menina Marota, que não esquece o que é a paixão dos bloggers das palavras ainda mudas.
Uma lágrima, um abraço,
Raquel Vasconcelos
O poema de Eugénio de Andrade referido pela Raquel Vasconcelos pode ser ouvido aqui
A boa prosa de Deana Barroqueiro, pela clareza e lucidez, é mais uma prova de que Deus tem iras e birras e indisposições ligeiras ou mais preocupantes, dependendo estas das altas comezainas. Aliás, ao longo da História Sagrada, não é raro encontra-se o Salvador sem saber o que fazer ao homem e à mulher.
Quanto à "voz de Deus" acho-a (tendo em conta a última vez que a ouvi) um pouco gutural o que implica aceitar que Ele tem garganta.
Nota: ouvi Diana e não Deana como escreveste. Estou mal dos ouvidos ou é lapso dactilográfico do locutor?
Gostei muito de Fernando Pinto do Amaral. Aliás é um nome de respeito.
Vou comprar "As Flores do Mal" e "Acédia". Gostava de saber se Fernando Pinto do Amaral tem, na sua obra, algum trabalho relacionado com a medicina, em prosa ou verso.
Fico à espera.
Luís Pinto
Atenção: Não está no horizonte uma festim para as "Palavras 100"? Falta pouco, hem!
Boa noite, Luís:
Foi através de uma amiga que soube que o seu Estúdio Raposa fazia 1 ano.
Pelo que tem "dito" das estrelas e daquelas que (ainda) o não são, já lhe enviava um abraço de profunda gratidão.
Mas há mais: o seu espaço tem entertenimento a rodos , o que o torna absoluta um "most".
Assim, além do abraço de profunda gratidão e parabéns, receba também mais um grande abraço pelo Estúdio Raposa que tantas vezes me leva, a lugares e tempos que me foram contados ou que eu já vivi.
Um grande bem-haja!!
Joaquim Sobral Gil
Monumentais Festas em
Honra do Programa "Lugar aos Outros".Domingo 13 de Maio/07
(dia da Senhora, como é sabido)07 horas - Alvorada com 1⁄2 dúzia de foguetes e dois morteiros.
10 horas - Missa campal celebrada pelo cónego Luís Gaspar.
12 horas - Almoço volante abrilhantado pela banda dos Bombeiros de Aiana de Cima.Vinho à descrição. Após o repasto (e depois da sesta) o Senhor Luís Gaspar (não confundir com o cónego) dissertará sobre as 52 semanas do programa "Lugar aos Outros".
17 horas - Convidam-se os presentes, voluntariamente, a limparem o recinto do repasto. Continua a haver de comer e beber.
Bailarico ao som da mesma Banda dos Bombeiros (já um pouco tocados... por tanta música).
Visita Guiada ao Estúdio Raposa
22 horas - Monumental fogo-de-artifício.
(Aviso: Não se levam pessoas a casa)Ora aqui está a forma original e divertida como o ouvinte Luís Pinto decidiu dar os parabéns ao "Lugar aos Outros". Tenho a certeza que ele gostaria que esta festa se tivesse realizado :-). Não quis deixar de partilhar o seu humor com todos os ouvintes. Aproveito para agradecer outras mensagens de parabéns entretanto recebidas assim como referências a este aniversário, em alguns blogues.
Caro Luís,
Foi com muita emoção que ouvi este Lugar aos Outros. Não apenas por ter escutado o poema, que com tanto carinho dediquei ao meu querido António Ramos Rosa, mas particularmente pela forma como a sua voz o enriqueceu.
Não sou poeta, nem escritora. Apenas uma artesã da palavra, fico-lhe eternamente grata por transformar um poema tão simples num momento sublime. Pois o António vive no meu coração, e vê-lo assim tratado, encheu-me de felicidade.
Sendo o Estúdio Raposa uma referência para quem gosta de poesia, (dos GRANDES e dos "poetas de gaveta") quero felicitá-lo na pessoa do seu produtor Luís Gaspar, senhor de um profissionalismo, e empenho inexcedível em partilhar e dar a sua excelente voz mesmo aos escritos dos mais pequenos.
Quero, ainda, felicitá-lo pelo primeiro aniversário que o programa Lugar aos Outros 52 ontem perfez.
Helena Domingues
Acabei de ouvir emocionada o conto Falmegas, do António Melenas, que já tinha oportunamente lido no seu blogue e tal como lá referi, ainda tenho em mim uma certa dose de romantismo, para acreditar mesmo que ele morreu por amor...
António Melenas, tem uma forma de escrita tão cativante, que como também já lhe referi no seu blogue, consegue com as suas narrativas, reportar-me para o instante em que a história se situa. Os seus contos e poemas de amor, adivinham uma Vida plena, recortada de belas recordações, que ela partilha de uma forma cativante.
Aproximando-se o Programa 52, quero felicitar o Estúdio Raposa, na pessoa do seu produtor Luís Gaspar, pelo primeiro aniversário do Lugar aos Outros, que tem revelado de uma forma fantástica a Poesia da Blogosfera, incentivando muitos dos Poetas com os escritos na “gaveta” a dá-los a conhecer.
Não sendo poeta, nem escritora, limitando-me simplesmente a juntar as letras que bailam no meu coração, é com infinita alegria que vejo Programas como este, a darem oportunidade aos Poetas, para que a sua Poesia possa ser conhecida e, quem sabe, reconhecida, também.
Em nome da Poesia que eu tanto gosto, o meu agradecimento por tudo o que este Programa tem proporcionado a todos nós.
Um abraço da
Menina_Marota
Caro Luís, que bom ouvir falar de Maria Judite de Carvalho!
Este seu espaço está a tornar-se um oásis onde apetece parar e repousar, não só do ruído da mediocridade que nos rodeia, mas também do vazio da celebração exclusiva dos "consagrados", do "sempre igual", do "mais do mesmo", repetido até à exaustão pelos Media.
Num tempo de Censura e de Medo, uma outra mulher de Letras quase ignorada - Maria Aliete Galhós - sugeria às suas alunas de 17 anos a leitura do conto "Tanta Gente Mariana". A dor feminina cristalizada nas palavras de Maria Judite de Carvalho feria a inocência, mas rasgava as vendas dos olhos adolescentes, trazendo à luz do dia e da indignação a triste condição da mulher portuguesa. Mais tarde foi a minha vez de o sugerir às minhas alunas. "Tanta gente Mariana" não foi o melhor livro da minha vida, mas foi seguramente o que mais me marcou, despertando-me para a consciência de mim e dos outros.
Talvez o brilho de Urbano Tavares Rodrigues, o seu marido, ofuscasse essa "flor discreta", mas a cor e a força das suas palavras deixaram marcas em muitos espíritos. Quem colheu uma violeta silvestre, poderá alguma vez esquecer o seu perfume?
Obrigada, Luís, por ma ter feito recordar.
Deana Barroqueiro
Caro Luís, acabo de ouvir na tua consabidamente bonita voz ou não fosses tu o Cristiano Ronaldo da locução, como diz o spot publicitário do BES ( O BES fica-me a dever esta) o meu conto o “Famelgas”. Escusado será dizer que fiquei babado.
Na tua voz e na tua interpretação o texto ganhou vida própria e ficou muito valorizado - O que , obviamente, muito me agradou e daqui te agradeço.
Claro que, muito embora tenha prestado particular atenção ao meu próprio texto, não posso deixar da salientar a qualidade dos poemas do meu companheiro de programa, Rodrigo Sousa, que não conheço, mas a quem aproveito para felicitar.
Com um abraço
António(Melenas)Gouveia
É difícil compreender-se porque determinados valores, das letras ou outros, são pouco difundidos. Daí a tua "Raposa" ser preciosíssima.
Como dizes e bem, Judite de Carvalho, escritora galardoada, está arquivada nas infindáveis prateleiras dos esquecidos. Penitencio-me; li dela o que julgo ser o seu único romance; "Os Armários Vazios".
Mas este fenómeno do "esquecimento" de quem merece não ser esquecido, é uma longa história que poderia ser ensaiada por alguém com conhecimentos de causa.
"O que está por detrás do esquecimento" (titulo que desde já avanço para a obra que sugiro), consubstanciaria a promoção da literatura portuguesa, de modo a estimular a leitura dos autores que foram arrumados por muitas vezes, - que me perdoem os editores e livreiros não serem "comerciais", ou escreverem coisas "incómodas".
Mas isto passar-se-á apenas com a literatura?
Pergunta aos teus ouvintes o que se deve a Fernando Lopes-Graça (julgo ter sido também um escritor, não é verdade?).
Luís Pinto
30.04.07
Caro Luís Gaspar
Gostei imenso de ouvir referenciada no Palavras de Ouro 91, Maria Judite de Carvalho pela importância que, para além da literatura, também teve no jornalismo português pelas suas crónicas do quotidiano e da vida em geral.
Era importante talvez salientar, que da sua biografia, constam variados prémios, tais como, pelas seguintes obras, entre outras:
Este Tempo , Prémio da Crónica da Associação Portuguesa de Escritores
Seta Despedida, Prémio da Associação Internacional dos Críticos Literário, Grande Prémio do Conto da Associação Portuguesa de escritores e ainda o Prémio Vergílio Ferreira das Universidades Portuguesas.
As Palavras Poupadas, Prémio Camilo Castelo Branco da Sociedade Portuguesa de Escritores
Mais um momento que me encantou ouvir na sua forma tão peculiar de transmitir as palavras, especialmente da obra de uma “flor discreta” das nossas letras, como foi apelidada por Agustina Bessa-Luís, num encontro de poesia…
Um abraço carinhoso e grata pela partilha
Menina_Marota (Otília Martel)
Olá Luis Garpar
Muito obrigada pela gentileza de divulgar o meu trabalho no Estúdio Raposa, este espaço tão bonito e interessante para a "Poesia", especiamente pela alma que emprestas à leitura dos poemas.
Estou honrada e feliz por figurar em tão belo recanto.
Encantou-me a poesia do Bruno Rodrigues, cujo site visitarei.Abraços,
Cissa de Oliveira
Caro Luis,
Em primeiro lugar, muito lhe agradeço a oportunidade de figurar numa obra
tão grandiosa quanto a sua...é simplesmente, uma honra.
Depois, quero dizer-lhe que adorei...Parecia que entrava numa galáxia
desconhecida, mas em que tudo me parecia familiar...porque seria?...ehehehe...
Palavra de honra, que palavras são o que mais me falta para adjectivar o que
senti, o que ainda hoje vou sentido e o que sentirei, sempre que no futuro, volte a ouvir, vezes sem conta, a sua forma de expressar, no ponto certo, as
palavras de outros...um verdadeiro abismo, onde não se tem medo de cair...
Um muito obrigado pela dica, acerca do site do Sr. António Gouveia que,
diga-se em abono da verdade, eu já conhecia...realmente, fantástico!!!!!...A
nossa terra, por mais que nos esteja entranhada nos ossos e na alma e que,
ainda, por vezes nos sintamos um pouco fartos da sua presença em nós...é
como a nossa mãe...só há uma...e por isso mesmo, fiquei deveras feliz por
ter "acarinhado" a minha pequena e singela vila...
Finalmente, agradeço o facto de me fazer sentir mais alto...bem mais alto...
Ah....e desde já o convido, a ir passando lá por "casa", pelo meu site,
onde as portas e janelas estão sempre abertas e toda a gente pode mexer nas
gavetas...como eu costumo dizer...
Um vasto abraço,
Bruno Rodrigues
LUGAR 49
O surrealismo da escrita de Ana Maria Costa tem influencias Fellinianas. Gostava de falar com ela, para saber se estou certo ou errado.
Fátima Encarnado = Évora. Viva o cravo encarnado.
PALAVRAS
Já falámos sobre o Pacheco. Disse-te, na altura, que o considero o melhor escritor português vivo, sem desprimor, claro está, pelos jovens que estão a vender bem. Resta saber se as vendas correspondem à qualidade das escritas.
Pacheco faz a diferença. E fazer a diferença, sair do lugar-comum, dos programas imbecis da televisão, das letras gordas dos jornais, da enfática intervenção da operação de Eusébio que promove a imagem do novo hospital privado, não está ao alcance de qualquer.
Fazer a diferença não é mandar pró caralho o leitor. É dizer, simplesmente, que a vida é uma merda mas, mesmo assim, merece a pena vive-la. Como ele a tem vivido; na merda... "mas ainda cá anda".
Se o programa desta semana tem ouvintes puritanos, estás feito.
Parabéns pela leitura... e pela coragem (ouvi duas vezes).
Luís Pinto
"(...)A persuasão da fala, a fenda estreita que é a porta do paraíso e as outras mil maneiras ,de ver e gostar de ver um corpo ser nosso, subjugado por uma técnica ou o seu próprio desejo dissoluto; e tudo assoprado por dentro, tudo recheado de novas grutas ainda por explorar e que também jamais as conhecerás ou iluminarás todas, se elas a si mesmas se ignoram. Tudo cativado por uma divindade que é o todo, que é o Corpo, em risos e gritos, balbucios de orgasmo e ranger de dentes; e a solidão duma lágrima lenta que desce a face no silêncio e na amargura; e o resfolegar do moribundo que já nada quer dos homens e com os homens, mas ostenta ainda na severidade da máscara, no desdém da boca desgarrada, uma altaneira nobreza; e a ferida do teu sexo aberta como uma nova última esperança de recomeçar tudo desde o princípio como se fora a primeira vez a fuga para o sono e o sonho. Nem eu me atrevia a falar-vos disto, senhores; nem eu nunca me atreveria a repetir coisas tão velhas, se não as visse serem atiradas para trás das costas, como se a enterrar em vida o corpo em cálculos e tristura os homens fossem mais livres e mais humanos. (...)"
(Excerto de "Comunidade" , de Luís Pacheco- 1964)
De um autor que muitos consideram "maldito" mas que pessoalmente muito admiro pela lucidez com que encara cada momento da sua vida e a transforma em obras verdadeiramente espantosas.
Gostei de o ouvir numa forma de leitura despretensiosa no Palavras de Ouro 90 e recordei com saudade as grandes discussões (saudáveis) que existiam com o meu Pai a propósito do Luís Pacheco, que ele idolatrava pela frontalidade com que sempre expôs todo o seu pensamento.
Um Homem lúcido que sabe definir por experiência própria toda uma forma de estar na Vida.
Fiquei muito feliz porque ele é aqui lembrado num texto fabuloso.
Deixo um abraço e a minha gratidão por esta partilha
Otília Martel (Menina_Marota)
Olá Luis...
Confesso que me emocionei ao ouvir as minhas palavras na sua voz...
Pouco mais lhe posso dizer.
Fiquei com a lágrima ao cantinho do olho...e de todas as vezes que voltei a ouvir, a emoção não se desvaneceu...
Tem à sua disposição todos os meus textos.
Obrigada pelo momento lindo que me proporcionou e parabéns pela voz e pela diferença do seu blog entre todos os blogs que conheço e visito...
Fátima Encarnado
Luis, ter ouvido o "Nascido tarde" na tua voz foi nascer novamente.
para quê adjectivos lindos. digo-te querido que amei, amei e amei até chorar.
tens autorização para leres todos os meus textos, quando quiseres.
faço-te vénia amigo querido.
Ana Costa
Fiquei muito feliz de ouvir tua maravilhosa voz declamando a poesia de Fernando Pessoa, Primavera, ao som das Quatros Estações! E depois Bocage, Guerra Junqueiro! Salvei todas! Para ouvir quantas vezes queira! E também para levar para meus alunos ouvirem! Sou professora de Literatura Brasileira, no Ensino Médio. Nossa literatura inicia-se com o estudo da Literatura Portuguesa. E sou professora de Língua Portuguesa, no Ensino Fundamental.
Hoje voltei ao blog de Menina Marota, do blog Poesia Portuguesa...e vi que tinha lá o teu nome com o link do teu audioblog! Ah...adorei ouvir tua voz de novo! E constatei que teu blog é sensacional! Podcast!
Quase te telefonei! Mas pesquisei sobre o fuso! Era aí 01:00! Estavas a dormir! Mas também o que te diria eu? Que nem uma louca desvairada...interrompendo o sono, e sonho dos outros? Hehehehehe! Definitivamente não ficava bem! Temos que ter postura de gente normal! Mesmo não o sendo! Hehehehehe!
Tens uma voz e uma maneira de interpretar únicas! Ouvir-te é sentir a maciez de um felpudo cobertor sobre a pele em noites de inverno. É puro aconchego! Ouvir-te é deliciar-se com teu sotaque! Ouvir-te é fazer deste sentido, o único e eficiente para se continuar vivendo.
Parabéns!
Beijos!!!
L. B. (Brasil)
Caro Luis,
Mais uma bela surpresa estive ao ouvir o José Luis Carvalho junto da minha querida Goreti. Que beleza!
Dois "maestros" da palavra, que muito admiro.
Querido Luis, por favor, continue com este belíssimo trabalho. Da divulgação de novos autores e das palavras lindas que eles escrevem e que o Luis tão bem declama.
Muito sinceramente, os meus parabéns do coração.
Muito SOL,
Isabel Fontes
Caro Luís Gaspar,
Descobri-o no sábado de aleluia. Em Vale de Cambra.
Todos os anos rumo ao norte, por esta altura, para cumprir uma tradição do meu Pai: abrir as portas da casa para receber o compasso. A Páscoa é coisa levada muito a peito por aqueles lugares. Com limpezas, foguetório e pétalas de flores pelas ruas.
Na véspera pus a conversa em dia com um irmão que aí tenho e fomos espreitar a net. Ele é professor de trabalhos manuais e amante convicto das coisas do ensino-educação. Disse-me logo ao entrar na net: "tenho aqui uma coisa para te mostrar". E foi aos Favoritos. Fiquei a saber que é ouvido lá na escola. A noite foi longa. Li o seu percurso com grande curiosidade. Quem poderia interessar-se por autores que marcaram a minha juventude? Compreendi então.
Foi uma noitada de prazer. Ao regressar ao Cadaval, onde vivo, deixei no Juris apenas umas linhas. E mais surpreso fiquei por lá ter deixado uma palavras suas também. Nunca imaginei que por ali passasse.
Pois é. Eu é que agradeço a descoberta do seu sítio. Ainda tenho muita volta a dar por ali e muita coisa a saborear.
Um abraço,
José Manuel Ruas
lá amigo Luís Gaspar!
Serve este E-mail para lhe comunicar o falecimento de uma das suas fervorosas leitoras, ou melhor dizendo ouvintes.
Trata-se de LME, que está inscrita na sua lista de comunicação de novos trabalhos com o E-mail (xxxxxxx@gmail.com).
Na verdade, ambos ouviamos os seus podcasts, não só devido à sua excelente escolha literária como também à qualidade sonora e de locução que são magníficas.
Em alguns E-mails que trocou consigo, não sei se alguma vez lhe disse que era deficiente visual, mas posso dizer-lhe que na verdade adorava o seu trabalho e não perdia um podcast seu. Todos eles estão guardados religiosamente no computador dela, e agora que arranjei coragem de lhe dar uma arrumadela e de retirar de lá tudo o que gosto, verifiquei que todos os trabalhos anteriores a dia 13 de fevereiro se encontram ali arrumadinhos.
Já retirei os restantes até hoje, e o meu pedido, é no sentido de se possível me adicionar à sua lista de E-mails para comunicação de novos podcasts.
Já agora, e falando em deficientes visuais, quero agradecer-lhe o Grau de acessibilidade da sua página, que é óptimo. É pena que muitas páginas sejam tão bonitas que não possam ser acedidas por pessoas como nós que temos supostamente o mesmo direito à informação e á cultura que os normovisuais.
O meu E-mail E: ( xxxxx@clix.pt ).
Grato pela possível atenção, e continue a produzir estas pérolas de cultura .
J.E
meu muito obrigada ao luis gaspar pela belíssima interpretação, sentida, bem captada e transmitida a emoção que pus naqueles versos, e à ana, pelo encaminhamento.
uma leitura perfeita, eu não a teria feito melhor.
Um grande trabalho, já fiz o download da gravação, vou divulgá-lo - e o teu site precioso, evidentemente - por aqui.
Sempre à disposição para colaborar na divulgação dos novos talentos luso-brasileiros e fazer do oceano apenas uma metáfora.
beijos cariocas,
sonia regina
Caro Luís Gaspar,
Antes de mais queira desculpar-me o atraso na resposta; a minha falta de tempo para me ocupar de tudo e todos que merecem o meu interesse é cada vez maior mas espero conseguir algum equilíbrio nos próximos meses.
Quanto aos meus poemas, acabo de os ouvir na 46ª leitura do "Lugar aos Outros". Para mim é difícil expressar o que senti ao ouvir as minhas palavras ditas por si por várias razões, mas talvez a mais importante resida no facto de que pela primeira vez sinto que algo que escrevi não se limitou a passar de uma maneira de sentir talvez tão igual a tantas outras; hoje, senti que o que escrevo é poesia.
Sinto-me honrado pelo destaque que deu à minha humilde residêncida na blogosfera e aos meus textos. Nem sei como lhe agradecer pela maneira como valorizou os meus textos, como lhes deu outra perspectiva. Eu ainda não cheguei ao estrelato e duvido que alguma vez o faça, mas graças a si, as minhas palavras já alcançaram esse patamar.
Obrigado!
Diogo Ribeiro
Olá, Meu Amigo.
Acabei de ouvir o Palavras de Ouro 88 dedicado a um dia, que realmente, há muitos anos, me tem passado ao lado: o dia 1 de Abril, que habitualmente chamam Dia das Mentiras.
A escolha dos poemas foi realmente de excepção e como já tenho aqui referido é um privilégio ouvir-te e cada poema ganha vida própria, o que tornou um Dia de Mentira poeticamente... Verdadeiro.
Mas eu não vinha falar deste dia, mas sim, desejar-te e a todos os que te acompanham nestas lides, uma Feliz Páscoa e atenção aos doces, que esses sim, fazem cair os dentes... mentirosos.
"O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração."
(Poema de Fernando Pessoa)
A todos um abraço carinhoso da
Otilia Martel (Menina_Marota)
Luís,
foi um prazer ouvir as palavras que me tocam na sua voz. Fiquei muito honrada pela escolha e pelo destaque que deu à minha humilde casa na blogoesfera. Muito obrigada.
Um abraço.
Susana B.
Caro Luis Gaspar
É sempre com muita emoção que ouço as minhas palavras ganharem vida noutras bocas...é como se elas deixassem de ser só minhas e passassem a ser um pouco dos outros. Costumo dizer que sou sonhadora e que acredito na força que as palavras têm, mais do que acredito na sinceridade de um silêncio. Por que os sonhos podem não ter som, são sonhados mudos e calados mas nunca esquecemos dos seus gritos...dos seus murmúrios.
Da poesia que escutei pela sua voz, vou recordar o eco das palavras...mas irei sobretudo recordar com prazer cada momento de silêncio marcado com um sorriso rasgado nos lábios e uma lágrima sempre à espreita no meu rosto.
Obrigado por me ter feito sonhar mais uma vez :)
Daniela Pereira
Caríssimo Luís, é-me difícil falar das Palavras de Ouro, sem sentir que o faço com palavras de cobre, pobres patacos sem valor e sem o brilho da imaginação, mas estou ainda emocionada por ouvir ler o meu texto do Fogo e da Água!
Voz alquímica, a sua, que transfigura os textos que lê em Palavras de Ouro. Merlin moderno, coleccionador de Tempos, Mitos e Memórias, propagador generoso dos sonhos dos outros num espaço e tempo virtuais, a que não falta "o golpe de asa".
Unindo, com esse seu génio imenso e a dádiva do seu espírito, desconhecidos como Deana Barroqueiro ou Carlos Luanda e outros (muitos) na mesma emoção e no prazer da partilha da teia de palavras, ideias e sentimentos. Não admira que as crianças sonhem ao som da sua voz... esse é sem dúvida o maior e mais sincero elogio à sua Arte e ao Ser que é.
Vou ser "um grão de nada", ouvindo-o de novo, de olhos fechados, para agradecer a gentileza do seu ouvinte Carlos Luanda que me sensibilizou muitíssimo. Bem hajam os dois.
Deana Barroqueiro
Meu caro.
Fiquei completamente arrepiado depois de ter ouvido mais este trabalho de Deana. De olhos fechados, levado pelo embalo da música e das palavras. Magnificamente escrito, e espectacularmente interpretado. Acho que ela estará de acordo comigo, quando afirmo que as suas palavras veiculadas pela "rádio" renascem num novo esplendor. O texto adquire dimensões e profundidades que escapando à fisica do universo conhecido pela razão fria da ciencia, engolem num tempo sem horas a pequenez desse infinito que cabe num piscar de olhos dos Deuses.
Fiquei maravilhado e ouvi duas vezes seguidas esta verdadeira maravilha. Quem serei eu para dar os parabéns seja a quem for? Apenas um grão do nada. Vejo-me a brilhar de repente contra a escuridão quando iluminado pelo seu brilho, Deana. Permita-me modestamente afirmar que nunca é de mais enfatizar o seu mérito....
António Gedeão, o mestre que descobre para os olhos que não vêem, que a razão entre os angulos internos dum triângulo inscrito na roda trignométrica, projectam no apogeu, a tangente para o infinito, onde não há outra medida que não seja a da poesia.
Carlos Luanda
Olá amigo
Tive oportunidade de ouvir em completo silencio e isolamento o trabalho da Deana Barroqueiro, Bernardim Ribeiro e de Joaquim Pessoa.
A mitologia foi-me sempre cara e das primeiras coisas profundas com que tomei contacto ainda em criança. O mundo fantástico e intemporal dos Deuses e a sua complexa relação inspirada na pequenez dos homens ...
Magnificamente lido por si....os meus respeitos e cada vez maior admiração.
Não oiço os programas senão quando estou completamente tranquilo como lhe disse previamente e como é o caso agora.
Tenho muitos ainda por ouvir e repetir a audição como é o caso deste presente.
Gostei bastante como leu Bernardim, transpôs cinco séculos transformando o
autor num quase nosso contemporâneo. Não sei como o seriamos capazes de
entender de outra forma dado o distanciamento temporal e toda a rotação de
palavras e sentidos que o falar vai sofrendo à medida que passa pelas
gerações...O senhor é de facto excelente!
E Joaquim Pessoa, claro, uma enorme vénia... Onde estamos todos quando o
nosso descanso e bem estar é a tragédia de outros...
um abraço
Carlos Luanda
Meu Amigo
Foi com uma emoção enorme que ouvi o Palavras de Ouro 86, tanto pela música de fundo escolhida, como pela selecção de poemas que declamaste de forma MAGNIFICA!
Ao escolheres The four Seasons de Vivaldi, como tema musical deste programa, cujo som remonto a tempos de infância, tocado por familiar meu, muito próximo e querido, que me recordou momentos tão especiais e felizes da minha Vida, tocou-me profundamente.
Honrares-me com a leitura das minhas preferências poéticas, lidas nessa profundeza que a tua voz e a tua sensibilidade consegue imprimir a cada uma, de forma tão extraordinária, é realmente um momento que nunca mais esquecerei.
Obrigada do fundo do meu coração.
Vou fazer-te um pedido, sem querer abusar da tua boa vontade, gostaria que me cedesses os linkes da leitura das poesias, para colocar junto com os respectivos poemas, nos meus blogues, a fim de poder divulgar este momento.
Um abraço carinhoso e mais uma vez o meu sincero agradecimento pela partilha que nos ofereces.
Otília Martel (Menina Marota)
Querido Luis Gaspar,
todas as palavras serão poucas para agradecer o trabalho que fez com os meus poemas. Gostei imenso! Muito mesmo!
Um muito obrigada pelo carinho.
Irei também colocar o link que me indicou, no meu blog!
Mais uma vez um muito obrigada!
Assim que eu souber quando vai ser o lançamento em Lisboa, eu avisarei com antecedência desta vez!
Beijinhos
Vero.
Boa Tarde Amigo Luis, fiquei até emocionada em receber este Presente logo no Dia Mundial da Poesia. Muito Obrigada! Adorei ouvi-lo dizer palavras que tanto me dizem! Irei daqui a uns tempos deixar-lhe mais Poesías e claro, dizer-lhe quando irei ter a data do lançamento do livro de Poesías e outro de Crónicas, mas não ainda breve. Agradeço a sua descrição e toda a sua disponibilidade. Bem Haja Amigo!
Tudo do melhor para o Programa e tambem para si:
Um Abraço
Emilia Lamy
Caro Luís:
Só ontem tive algum tempo para ouvir de enfiada os últimos programas que fizeste. O que é uma desfeita da minha parte, tendo em conta que num deles até me citavas, a respeito do José Eduardo Lopes, mas tal como dizia a este amigo de escrita, sempre vou conseguindo um tempo para escrever e ler, em breves intervalos, mas esses breves intervalos são quase sempre mais breves que um programa do Estúdio Raposa. Claro que gostei muito de ouvir a sua leitura do conto do José. O conto que escolheste tem muitas das suas características de escrita - a simplicidade complexa das personagens, a sua palpabilidade, a força das imagens que evoca, o realismo anedótico-poético, jocoso, que eu considero profundamente alquímico. Sim, com estes adjectivos todos. E o alquímico não é o que vem menos a propósito. Creio que o Paleco criava problemas com os sotaques? Ou havia problemas de outra ordem? No Palavras de Ouro, baseado no texto de Teresa Rita Lopes, foste magnífico. Ambígua beleza, a daquela conversa em torno de um medonho concurso que tem dado origem a medonhos documentários. A atribuição de vozes foi genial e fez gerar uma corrente quase eléctrica entre dois pólos opostos, mas que, pelo seu carácter fantasmático parecem criar apenas um campo de gravítico centrado no sonho da Identidade. Pura física. Pura alquimia. Pura Arte.
Parabéns.
Manuel Anastácio
Poderosa a voz que acabei de ouvir, aqui, neste player...
Parabéns pelas asas que, este perfil e o site nele mencionado, pretende dar aos outros... àqueles que escrevem para a gaveta... Tu ajudas-lhes, com a tua voz, a voar.
Sendo filha de uma Mãe (ambliope) quase cega (degenerativa) e que o que mais lamenta foi ter deixado de poder de ler, apelo a que vozes portuguesas, como a tua, invistam em gravar livros em audio para gente que deixou de ouvir a melodia das folhas de papel.
Bem hajas pelo trabalho!
DoceVeneno
(Mensagem deixada no ih5 )
Olá Luis,
Mais uns minutos bem passados me proporcinou lendo, bem como sempre, duas excelentes protagonistas das letras.
Tanto Sónia Granja como Isabel Fontes são ricas nas suas percepções e sensações no que lhes chegam, no que as rodeiam!
Meus elogios para ambas e que continuem a partilhar connosco o que o PEITO absorve e dita!
Parabéns a si também, não me canso de gostar de o ouvir.
Abraços.
Carlos Reis
Caros amigos,
Apesar de muitos muros que vão aparecendo à minha frente sem eu dar por isso, também aparecem pessoas Humanas que me fazem, cada vez mais, acreditar no Bem e no Ser Humano.
Neste link que vos indico, estão declamados alguns trabalhos meus.
De início são declamados os poemas da belíssima Sónia Granja, e de seguida eu.
Só posso dizer que AMEI!
Obrigado Luis, do fundo do meu coração, pelo estupendo trabalho que vens feito e continuas a fazer.
Muito SOL, Isa
Olá Luis Gaspar!
Foi com enorme surpresa que li o seu mail hoje! Serviu para me alegrar o dia! Agradeço a honra que me dá ter os textos lidos da forma como magicamente o faz!
Obrigada!!
Cumprimentos,
*Sónia*
Pois é, caríssimo Luís, nem sei o que dizer...
Sabe que o conto/mito assim lido por si me soou como o texto de um bom escritor? E acompanhada por dois poetas que admiro muito. E fez a minha biografia e tudo!
Bem haja, pelo encantamento que me proporcionou. Foi mesmo um momento mágico, pois pela primeira vez ouvi um texto meu lido "versão radio". Claro que narcisicamente enviei o link a imensa gente.
Muitíssimo obrigada.
Um grande abraço
Deana
Olá amigo.
Faz já algum tempo que não tinha o prazer de seguir estas publicações tão bem elaboradas.
Como sempre, construidos em versão de voz viva por alguém, V. Exa., que tem o dom e o conhecimento sobre a alma que há nos sons que se cantam em
palavras, e que explora nesta fina arte do dizer, o valor sublime das pausas. É uma maravilha ouvir este espaço.
Não me canso de dar os parabéns.
Foi uma surpresa ouvir trabalhos tão bons de gente tão jovem.
Sabe?
Gosto de ouvir as produções que faz em completo silencio e de mente tanto
quanto possivel a navegar sem terra à vista, ao sabor do vento e das
correntes invisiveis. Vou para onde as palavras me levam sem esperar chegada ou porto seguro. Antes pelo contrário; espero nestes momentos de descanso
encontrar o desassossego, descobrir que há sempre razões para acreditar que
há um outro mundo que gira ao contrário e onde o tempo não se rege pela
escravidão certa dos dias e anos, minutos e segundos.
Muitos parabéns mais uma vez, Luis.
Carlos Luanda.
Olá Luis,
Acho que tanto o Bruno Pereira como o João Bonito escrevem bem, sobretudo escrevem com alma.
E ao ouvir os seus poemas e textos fiquei com a noção que ambos têm, pelo menos, um ponto comum: a da procura.
O Bruno procura, pareceu-me, o esmero, o engrandecimento na escrita, é ávido na procura de escrever mais e melhor, quer crescer rapidamente... e isto é bom, mesmo com os óbvios precalços de percurso.
O João procura, pareceu-me, o sossego pela escrita. É na escrita que se liberta de algum peso emocional e sentimental, e vai consegui-lo por certo desde que continue a gostar de escrever e deixar sair do seu íntimo o que o incomoda.
Mais uma vez gostei muito de o ouvir Luis!
Fique bem e abraços.
Carlos Reis
Boa noite,
Já ouvi os poemas e adorei. Fiquei fascinado, por mim todos os meus poemas
seriam proclamados pela sua pessoa. O meu muito obrigado por este momento. E os parabéns pelo programa, um grande incentivo.
Quem me dera ter esse jeito para apresentar alguns poemas na apresentação do "Cruzamentos"
um grande abraço,
Bruno Pereira
Estou encantada em ouvir um dos meus poemas ser declamado por Luiz Gaspar, possuidor de uma voz angelical e saborosa para se ouvir, dá gosto aos ouvidos saborear a melodia de suas palavras e seu gosto pela poesia...
Quero agradecer de todo o coração a sua dedicação por poetas que nunca ouviu falar e mesmo estando aqui do outro lado do oceano ser tão bem representada por uma pessoa gentil e encantadora como vossa pessoa....
Que a melodia de sua voz atravesse os mares e que jamais desista de ser esta pessoa que é...Grata por existir!!!
Beijinhos iluminados
Ângela Lugo (Brasil)
Luís, não fazia ideia que tivesse essa voz belíssima e ainda menos tais qualidades de actor! Se achei o texto da Teresa Rita Lopes um espanto, a sua interpretação veio dar-lhe ainda mais valor. Fico feliz por ter proporcionado, de certo modo, essa partilha de prazer e, por outro lado, recebi a inesperada resposta não só da Teresa Rita Lopes - que apenas conheço das suas obras sobre Pessoa, cuja paixão partilhamos e que também "propaguei" aos meus alunos - mas também o seu e-mail e a sua simpatia. Sinto-me bem por ter levado o conhecimento deste texto a muita gente, como o jornalista Fernando Cruz Gomes, do Canadá, que pediu autorização à autora para o publicar. A partilha do espírito e da inteligência dos outros, sobretudo na escrita, o milagre das palavras é o meu maior tesouro.
Deana Barroqueiro
Nota de Luís Gaspar: O ultimo livro de Deana Barroqueiro intitula-se "D. Sebastião e o Vidente", edição da Porto Editora.
Caro Luis Gaspar:
Venho por este meio deixar aqui no mural o meu agradecimento por ter declamado os meus simples textos.
Para mim foi uma honra ter sido lido por tão ilustre pessoa.
Quando escrevi nunca pensei sequer publicar, quanto mais lançar um livro ou ser lido por alguém.
Nunca imaginei que o que escrevi um dia ficasse muito bem ouvido, que ganhasse uma nova magia e beleza. Essa nova magia foi conseguida pela sua belissima voz. Quem ouve fica sem duvida a conhecer essa "magia" pois o senhor fala com dedicação, com prazer pelo que está a fazer e isso junto a uma bela voz torna o momento ainda mais perfeito.
Gostei imenso de ouvir algo que escrevi pela voz de alguém.Nunca pensei que ficasse bonito..e de facto fiquei fantástico.
Como tal, os meus sinceros agradecimentos e desejos que continue com este cantinho por muito tempo.Não só a divulgar novos talentos como a declamar obras reconhecidas.
Muito Obrigado senhor Luis Gaspar
João Filipe Ferreira
«Prezado Luís Gaspar:
Ouvi o "Lugar aos Outros-42", e gostei francamente, é uma experiência diferente e estimulante.
Parabéns pelo seu trabalho e bem haja.
Sempre ao dispor
José Lopes
E truca!... Fox trote!»
Sempre que me incomoda o ar sério, especialmente por me deixar
desconfortável, recorro à garotice de um certo tom informal e brincalhão,
sobretudo para me defender. Se nos apresentarmos vulneráveis, inteiros,
disponíveis à auto-parodiação, quem tem coragem de nos depreciar?!
Por isso, escudando-me atrás do trocadilho revisteiro, achei esse título
para elaborar o 'post' em que divulgo e agradeço o mel da voz, a
disponibilidade sensitiva com que bem-tratou os meus poemas. Ouvi-los foi,
de facto, ouvi-los outros, distanciar-me e estranhar-me no reverso do verso.
Se a alegria foi imensa, a honra é inquantificável!
Um bem-haja pelo que faz, e pelo 'como' o faz.
Serva da Palavra e sua veneranda,
Maria João Matos
Olá Luís, um bom dia tão melodioso quanto a tua voz!
Acabei de ouvir o "Lugar aos Outros 40" e fiquei surpreendida com a leitura da minha poesia. Confesso que não sou boa declamadora e sempre que escrevo poesia apenas fico com a sua figuração mental, nunca a ouvi ecoar fora de mim!
Admiro o teu trabalho e a capacidade tão extraordinária de "dourar as palavras de outros".
Adorei porque me identifiquei na leitura e consegui sentir o mesmo que senti ao escrevê-las, embora agora, soassem com maior intensidade.
Só tenho que te dar um puxãozinho de orelhas, porque durante o programa me trocaste o nome para "Ana Carvalho", sei que foi confusão, por isso te perdoo:)!
Um abraço
Vera Carvalho
Olá Luis,
Deixe-me começar por agradecer-lhe por ter lido os meus simples poemas, são coisas escritas na altura em que me sento à frente do computador, nunca tenho nada escrito, talvez só impressões na cabeça nada mais.
O que mais me impressiona em si é apanhar as "intuições" das palavras, das frases, como se já as conhecesse. As entoações, os ênfases variados parecem adivinhar o que quis dizer, fico maravilhado e surpreendido com a sua intuição!
Admiro bastante a sua seriedade e competência com que pega em textos de outros e faz deles seus... absorve por intuição e experiência o que lhe chega, e depois devolve-os mais ricos, mais empolgantes na sua voz.
Grande abraço de reconhecimento.
Carlos Reis
Olá, Luis,
Foi uma dupla surpresa. Primeiro, a dose dupla, depois (já o devia
saber, mas devo ser distraído), a sua leitura entrega aos textos um
carácter que me é invariavelmente inesperado. Quando o oiço ler o que
escrevo, tenho de fazer um esforço para reconhecer, como meus, os
temas, as ideias, os sentimentos. É verdadeiramente, Luis, uma
criação partilhada, como se o que escrevo estivesse incompleto até
que o Luis faça a sua leitura.
um abraço amigo. p az.
o zigurate
Olá Luís Gaspar:
Como não consigo contactá-lo no seu blog, aqui vão umas palavrinhas:
Antes de mais, quero agradecer-lhe pelo cuidado e saber com que tratou as minhas palavras. Ouvi-las (e tão bem ditas) é uma sensação fora do comum.
Quero também agradecer-lhe o epíteto de "poeta" com que me brindou; no entanto, não me sinto mereceder de tal designação; sou apenas um escriba que se vai expressando como pode.
O meu blog contrinua à sua disposição. Receba um grande abraço de amizade e agradecimento.
Joaquim Gil
Olá Luis Gaspar, bom dia!
Muito, mas muito obrigada!!!
Está muito bem e gostei imenso!
Como também tenho gostado muito de outros e outras que tenho ouvido na sua voz.
Obrigada uma vez mais por tudo o que elogiosamente disse de mim.
Nada me desiludiu, muito pelo contrário! O Luis Gaspar faz-nos entender que saboreia cada palavra dita. E isso é tão importante e tão notório que se "pega". Oxalá se "pegue" a todo o mundo e seja "doença incurável"!
Um abraço enooooooooooorme de agradecimento
Da sempre grata
Maria Mamede
Porra, quem é que pode não gostar de poesia quando se ouvem poemas como estes, numa voz como a tua e na forma como os dizes! São de lamber os beiços os poemas, destas duas poetas, muito especialmente as da Cristina
A.M.
Prezado Senhor Luís Gaspar
(...)
Vou divulgar sua página e seu belíssimo trabalho em um importante portal italiano, onde escrevo sobre língua portuguesa:
http://guide.dada.net/portoghese/
Que Deus abençoe o senhor e a sua voz!
Sarah Daniel de Brito (Itália, Roma)
Caro Luís Gaspar
Acabei de ouvir emocionada, o Palavras de Ouro 77, dedicado ao Poeta António Ramos Rosa, poeta que ao longo da minha vida aprendi a respeitar e amar.
E reportando-me às palavras de Teresa Sá Couto, que também referes no teu programa, sobre Ramos Rosa:
“Um dos grandes encantamentos da sua poesia está no “olhar original”, inocente, sem uma pré reflexão, com que olha as coisas, o que lhe permite o júbilo constante da descoberta. Esta postura fê-lo aproximar-se da filosofia oriental do Budismo Zen. Dá-nos o exemplo de um momento de alegria quando, um dia, observou “pela primeira vez” uma formiga no seu percurso sobra a folha branca, na qual escrevia.
Outro dos seus grandes ensinamentos é levar a ouvir-nos o que o silêncio, na sua textura secreta, nos pode dizer. Os silêncios falam e podemos ouvi-los na sua linguagem poética.”
É sempre naquele silêncio melodioso, que ouço a forma como consegues imprimir, a cada poema que lês, dando-lhe a interpretação certa, onde num todo se torna Poesia… enchendo-me a alma de significados.
Uma última palavra para dizer-te, como me honra e igualmente emociona, teres escolhido poemas meus, para fazerem parte das Palavras d’Ouro da Truca, enchendo-me de um caloroso orgulho, por me encontrar no meio de verdadeiras Estrelas!
E porque de Poesia falamos, permite-me que te deixe um poema de Ramos Rosa, de que gosto muito:
“O sentido não está em parte alguma.
É como um lábio truncado
ou como a música de um planeta distante.
Raramente é um palácio ou uma planície,
o diamante de um voo ou o coração da chuva.
Por vezes é o zumbido de uma abelha, uma presença pequena
e o dia é fogo sobre a corola do mar.
Ele bebe a violência e a obscuridade
e nas suas margens está o olvido e o caos.
Os seus caprichos contêm toda a distância do silêncio
e todo o fulgor do desejo. Com desesperada música
estala por vezes sob a máscara do tempo.
Com as cinzas de água cria as lâmpadas de sombra
e de um lado é um deserto e do outro uma cascata.
Pode-se percorrê-lo algumas vezes como o espectro solar
ou senti-lo como um grito em farrapos ou uma porta condenada.
Muitas vezes os seus nomes não são nomes
ou são feridas, paredes surdas, finas lâminas,
minúsculas raízes, cães de sombra, ossos de lua.
Todavia, é sempre o amante desejado
que o poeta procura nos seus obscuros redemoinhos.”
(“O Sentido” Poema de António Ramos Rosa in "Acordes"- Antologia Poética, 2001)
Um abraço carinhoso e sempre grata, por merecermos toda a partilha que nos ofereces tão altruistamente
Otília Martel (Menina Marota)
Nota da Produção do ER - O programa "Palavras de Ouro 77" fez-se a partir de uma sugestão da Otília Martel (Menina Marota) que, dada a situação difícil do poeta em termos de saúde, achava ser este o momento de o homenagear, falando dele e da sua Obra. Obrigado, Otília!
Esta sugestão é feita no âmbito do convite, repetidamente feito aos ouvintes, de apresentarem propostas para os conteúdos dos programas.
Amigo Luís Gaspar, escrevi um momento, depois de te ouvir dizer poesia, como disse a emoção foi grande e senti uma partilha por inteiro, com a sua grande sensibilidade de saber dizer
hoje postei o momento,
escrevi para ti, espero que não fiques aborrecido
o momento
escutei a tua voz, dentro da melodia
chegou transparente, agarrada à emoção
foi arte pendida num mistério precioso
golfada fresca num trabalho de beleza
foi matéria atenta,
júbilo inesquecível.
potência da razão resplandecente
veio abraçada às palavras,
ritmada, pausada,
foi símbolo delicado que fez luz,
loucura desabrochada de esplendor
viajou triunfante nos textos
sem medos, onde a música se fundiu
até à dilatação no éter do fascínio
irrompeu ramificada
na inocência dos sentires.
debruçou-se inundada
sobre o leve peso dos sonhos,
reclamou à sabedoria
a teia dos gestos etéreos
foi profunda, misteriosa, tocante..
a tua voz vibrou
fez crescer a palavra dita!
l.maltez
sem qualquer tipo de pretensão, a não ser o grande carinho e admiração pela tua dedicação, vai até ti, para o leres, espero que gostes tanto como eu gostei de te escutar
OBRIGADA por tudo o que tens feito pela poesia que me toca, pelas palavras que amo...
um abraço meu e beijinhos,
lenaPara ouvir o poema clique aqui
Caro Luís:
Peço desculpa por não ter respondido na hora. Tal como te tinha dito, preferia comentar com algum distanciamento. Não sei como terá sido para o comum ouvinte ouvir a minha recriação da história da Bela Adormecida, mas para mim, e para a mulher que amo, a Carla Cristiana, foi uma experiência deveras comovente. Ora, tal como te tinha dito, é inevitável que a vaidade de me ouvir assim dito me cegue um pouco a capacidade crítica. Não consigo, de facto, apontar falhas ao modo dinâmico com que conseguiste tornar os espaços tão reais e quase transitáveis, a abjecção tão abjecta e a redenção tão luminosa. Enquanto te escrevia estas palavras, já tinha lido as que te foram enviadas pelo Joaquim Alves, a quem agradeço profundamente tão amáveis palavras. Quanto aos dois poemas, muito diferentes na forma e no conteúdo, bem representativos de um autor versátil, que bem conhece o musgo e as tempestades, receberam de ti, novamente, a adequada adaptação no modo de dizer e de dialogar com as palavras. Parabéns por um programa que muito me honra ter a minha participação... Só não concordo com uma coisa: que é isso de ainda não termos chegado às estrelas? Já chegámos, sim... E mais além, até. Obrigado por tudo,
Abraço,
Manuel Anastácio
Vai assim de enfiada
que de enfiada eu mergulhei no teu raposa semana 36
entre o acaso e a desconfiança
e se bem desconfiei melhor te ouvi
um bem-hajas em primeiro lugar meu Grande Maroto
até porque este termo regionalista te assenta bem
o pior foi depois
do Manel e ainda por cima Anastácio se bem percebi
desde já (amigo) fiquei por tão bela adormecida nos revelar
ser filho de homem e mulher que em tempos de cultura precária
(a)mavam a terra e o gado em parte incerteza mas certamente
portuguesa
o carinho das palavras
o ritmo da voz e
aquela música longe do perto
e à alma chegando
feriu-me
quase
de morte
já sobre o joaquim
pouco posso dizer
existe não existe
perdeu-se será que voltou
pouco importa
"tudo é sempre
pouco mais que nada"
parece que foi ele que escreveu isto
ou coisa parecida
quando andava às voltas com os girassóis
de um tal van gogh
*
Não tenho palavras.
Apenas uma emoção que não te posso enviar.
Fica o teu fabuloso "Ora, toma!"
que já tomei.
Aquele abraço grande
junto de um repetido bem-hajas maior.
20 janeiro 2007 00:44
joaquim alves
Luis!
Aqui é o Paulo Brabo do sáite Bacia das Almas, amigo do Manuel Anastácio. Estou escrevendo para parabenizá-lo pelo excelente trabalho no Estúdio Raposa, e na interpretação dO Homem Ideal das Lendas dos Judeus. Obrigado também por redirecionar seus leitores/ouvintes para a Bacia; espero poder em breve retribuir a gentileza.
Abraço forte do Brasil,
PB
Caro Luís
Quero, antes do mais, dar-lhe os parabéns pelo amor, seriedade e profissionalismo que dedica ao seu trabalho, e à excelência do mesmo.
Em segundo lugar (mas não menos importante) congratulo-o pela partilha e generosidade para com os outros, revelando os trabalhos de desconhecidos artesãos da palavra, como foi o meu caso, neste Lugar aos Outros 35.
Fico-lhe grata pela sua gentileza ao declamar dois poemas meus, de uma forma única, os quais, pela sua voz, ficaram grandemente enriquecidos.
Helena Domingues
Olá Luís
Espero que esteja melhor.
Adorei a declamação dos poemas.
Quando ouvi o "Sem Tempo" um arrepio fininho
invadiu-me. É um dos tais poemas jorrados num tempo sem tempo,
espontâneo e que muito me diz.
Resultado: Uma bela noite com um sonho lindo. :)
Obrigado por tudo, e fica, desde já nomeado o meu cavaleiro ledor oficial.
Lol
Um bjinho grande com muita amizade e uma flor
Fátima (Amita)
Meu caro Luís.
Tiveste a gentileza de leres no teu "Lugar aos Outros", um arrazoado de palavras que eu escrevi, à laia de poema, para o blogue da Inês Ramos.
Agradeço-te a forma artística que deste à minha escrita; Ouvi-la valorizada e musicada com tão bela melodia, envaidece o mais modesto.
Mas, mesmo com a tua preciosíssima ajuda, sei que jamais "chegarei às estrelas".
Luís Pinto.
Luís, meu amigo, deixe o que o trate assim, hoje vim à escola, abri o meu e-mail por acaso e tive uma surpresa muito agradável.
um e-mail seu!
claro que o fui logo ouvir e senti-me pequenina, o que disse na sua voz teve um eco tão forte que me emocionou, vi-me ali, mas diferente, sim pois ao ouvi-lo, o que escrevo cresceu.
foi tudo colocado no seu lugar, cada pausa, a entoação, tudo…
acredite Luís que fiquei sem palavras e a lágrima acabou por cair e chorei
consegui sentir a sua voz nas minhas emoções e nos meus sentimentos, valorizou o que por mim foi escrito e isso é mérito mais seu que meu
revestiu o que escrevo e de uma "elegância" sem limites.
um OBRIGADA, até fazer eco e chegar a si, sim obrigada por este momento, onde senti pela primeira vez uma partilha por inteiro
a emoção que ainda sinto não me permite dizer muito mais, sei sim que ficarei eternamente agradecida
sempre que precisar de algo que esteja ao meu alcance, conte comigo, pois não sei como retribuir toda esta alegria e prazer que senti neste momento,
abraço-o ternamente
lena
Obrigado! Fico mesmo sem jeito... a interpretação está magistral, nessa voz que começa a ser a referência para os meus poemas, fazendo que quando são escritos me pareça antever a possivel interpretação do Luis Gaspar... Sem dúvida, uma voz suis generis, como que fadada para a Poesia!
Fiquei maravilhado com os poemas dos autores que hoje também foram lidos o que me faz pensar que afinal, apesar de tudo, ainda há e haverá sempre, Poetas Portugueses de qualidade e paixão.
Um bem haja!
Abraço!
DP
bom dia, luís gaspar
muito obrigada pelo seu mail
acabei de ouvir e foi muito bom
é a primeira vez que "me ouço" desta forma
não sei realmente como lhe agradecer
se me disser a sua morada
envio-lhe algumas palavras por correio
seria para mim uma honra e um alívio
aceite um beijinho emocionado
alice
Fiquei sem palavras....
Adorei ter-te ouvido declamar o que escrevi!! Uma sensação que não sei
explicar. Gostaria de te poder abraçar e dizer o que não consigo agora.
Um presente de Natal que me ofereceste que simboliza a Amizade que pode
existir nas pessoas que nem se conhecem. Faz-me acreditar em tudo de bom!!
Vou colocar um pequeno texto no meu blog para quem quiser ouvir-te.
Uma delícia, Luís.
Muito, muito obrigada.
Muitos beijos meus.
Paula.
Caro Luís Gaspar
O meu caloroso agradecimento por mais esta Noite de Poesia, onde uma vez mais, me emocionei a ouvi-te, neste momento dedicado à poesia no feminino.
Já não é segredo para ninguém, a admiração que por ti tenho, pelo muito que fazes em prol da Poesia e ainda, por todos aqueles, como nas suas próprias palavras costumas dizer “ … de quem ainda não chegou às estrelas…”
A vibração que imprimes a cada poema, a sensibilidade nas escolhas, tornam para mim, cada vez mais especial ouvir o teu programa. As escolhas de hoje, e porque conheço as palavras das autoras, foram magnificas.
Dares Voz, aos autores que como Poesia Portuguesa publico naquela página, é um verdadeiro ORGULHO para mim e pelo projecto que acalento com tanto carinho.
É verdadeiramente emocionada que ouço sempre, a minha poesia dita por ti. E sentir que para lá das palavras, alguém comunga o gosto de me ler. OBRIGADA.
Sem querer abusar e como já ouvi referir mais do que uma vez nos programas anteriores, pedia-te o favor de me enviares os linkes da gravação dos meus poemas, para posterior publicação.
Um Abraço do tamanho do Mundo
Otília Martel (Menina Marota)
Querido Luís:
Desculpe a intimidade do "querido" mas, de facto, é assim que o sinto.
Mesmo sem o conhecer, passei a nutrir por si uma ternura enorme. Nunca vi os seus olhos, a sua boca, o seu sorriso. Ouvi a sua voz doce, quente, sensual.
Senti a sensibilidade que deixa transparecer enquanto recita os poemas.
Acarinha-os como se fossem seus...
Dizer que adorei ouvir as minhas palavras na sua voz é muito pouco...
Obviamente que me senti "pequenina" no meio daquelas fantásticas poetisas
mas, como disse hoje à menina_marota, sou apenas uma arrumadora de palavras.
Palavras simples para serem entendidas e apreciadas pelos "alunos-meninos" a
quem as leio.
Fiquei comovida com a ternura com que me apresentou, mesmo sem ter qualquer dado biográfico enviado por mim.
Chorei ao ouvir "Saudade"... poema escrito em tom de desabafo, num dia em
que se tornou insuportável conviver com a ideia da perda irreparável do meu
pai que me "deixou" há 4 meses...
Ainda que fosse só para viver o momento que ontem me proporcionou, valeu a pena, há 2 meses, ter criado o meu blog.
Obrigada,
Bem-haja!
Maria Silva
Meu Caro Luis, Foi com lágrimas nos olhos que ouvi os meus poemas tão bem declamados, a sua voz dá luz às parcas palavras que escrevi. Fiquei deveras emocionada! O meu obrigado por tanta gentileza sua. Quando acontecer mais poesia da {{coral}} quero ouvir.
Mais uma vez obrigado pela divulgação das minhas palavras
Um beijo
Teresa
Permita que aproveite a distinção de chamar-me caro e retribui-la, pois se
alguém tal titulo ou qualidade merece é certamente o amigo que com tal
estatuto me presenteia
Ouvi deliciado a leitura dos poemas entre os quais os meus, e devo confessar
que fiquei supreendido pela forma como lê e intrepreta as palavras.
O senhor é uma maravilha. Duma sensibilidade e ternura no dizer que me
comove.
Obrigado por ter lido os meus dois modestos trabalhos e ter com a sua
interpretação dado um brilho que de outra forma certamente não teriam.
Obrigado e parabens por este espaço onde prima o esmero e bom gosto.
Um abraço.
Carlos
Caro Luís Gaspar
Não tenho palavras para agradecer o empréstimo da voz e do dom que o reveste, na leitura dos meus simples poemas.
Nunca tinha escutado poemas meus declamados por outros que não eu e... fui acometido por uma enorme emoção e ansiedade durante a leitura. O acto de escrever, é um acto solitário. Escrever poesia é o cúmulo da solidão.
Nem sempre o que se escreve ou como se escreve, consegue ser totalmente absorvido ou compreendido pelo publico alvo.
Estava por demais expectante para escutar as minhas palavras proferidas por alguém alheio à pessoa do autor. Se as pausas, a entoação, o andamento, o próprio sentimento, seriam compreendidas e colocadas no devido lugar.
Posso concluir que esse receio era infundado. Não só o amigo, declamou sublimamente, como incorporou o autor por momentos.
Esse foi o prémio sublime que muito me honra. Sentir na sua voz, o meu sentimento.
Repito-me, não tenho palavras para agradecer este momento que denodadamente proporcionou.
Abraço
Luís Monteiro da Cunha
Quero expressar a minha felicidade pelo seu empenho e dizer versos meus - os escolhidos são muito do meu agrado, mesmo muito e são ouvidos de uma maneira que só os valoriza!
grato
serão versos com certeza a constar do livro que ameaço publicar há algum tempo...mas que vai sendo adiado por inércia!
agradecido
carlos peres feio
Luís,
Fico muito grata pela sua excelente leitura dos meus textos com que sobremaneira os valorizou. Eu também digo poesia, quando a oportunidade surge e achei estupenda a sua ideia do audioblog . É que, pela oralidade, consegue-se cativar para a poesia um público que, pela leitura silenciosa, dificilmente a ela chegaria. O acompanhamento musical é igualmente precioso, como que o sublinhar da natureza necessariamente musical do texto poético. Desejo-lhe muitas felicidades para esta sua tarefa e, no que eu puder, poderá contar sempre comigo. Pela Poesia, sempre!
Um abraço.
Licínia
Soberbo, caro amigo, magnífica escolha para ser radiodifundida. As duas vozes estão mesmo a matar. Parabéns pela triagem! Fartei-me de rir, apesar da seriedade do escrito, que acaba por ser alegre e triste em simultâneo. Excelentes textos, voz magnífica!
Henrique Sousa
Acabei de ouvir o Lugar aos outros 25. Uma delícia qualquer dos textos. Mesmo o de Alberto Machado, que, tirando uma ou outra alusão a uma outra figura ligada à publicidade é perfeitamente entendível para um leigo como eu (que mesmo assim consegui estar de acordo com a excelência das pernas da Vera Nobre da Costa que Deus nosso Senhor lhas conserve). Em suma, gostei dos três textos, muito especialmente do do Pedro Aniceto que, não sendo a melhor estória é a que, para mim, tem uma escrita mais de lamber os beiços.
Abr.
A. Melenas
Caro Luís
A sua versão está excelente. O poema até ficou melhor tal como o disse. O meu muito obrigado. Aliás, pelo que já tinha ouvido noutros trabalhos, não seria de esperar outra coisa.
Mais uma vez, parabéns pelo seu audioblogue.
Um abraço
Nilson Barcelli
http://nimbypolis.blogspot.com/
Caro Luís Gaspar,
Fiz a audição do meu conto, a qual me agradou imenso e excedeu mesmo as minhas expectativas. Torna-se difícil encontrar palavras que descrevam a admiração que tenho pela extrema qualidade técnica que é colocada em cada trabalho, em cada emissão.
Este projecto "Lugar aos Outros" foi sem dúvida uma magnífica ideia, que me tem dado a ouvir prosas e poesias belíssimas. Tornou-se uma referência incontornável. Todos os dias abro o iTunes e verifico se houve alguma actualização, para a fruir no remanso do meu lar (eu e o gato... :) )
Somos de facto um país de poetas. A poesia da alma lusa sente-se mesmo naqueles que escrevem em prosa.
Não posso contudo, e espero que não me leve a mal, que faça notar que na leitura do meu conto houve algumas pequenas falhas. Na generalidade, algumas trocas de palavras, outras que se evaporaram e plurais onde estes não existiam, que não têm nada de grave e não amputaram o texto do seu sentido original. São coisas que acontecem e, como eu costumava ouvir dizer em tempos, "Só não acontece a quem não trabalha".
Em rigor, algumas até o melhoraram... :)
Apenas um ou dois casos alteram um tanto ou quanto o sentido do texto original.
Nada disto diminui, é claro, o brilhantismo da sua magnífica locução, que dá ao texto um colorido, um ritmo e uma vivacidade que julgo que ele não tinha.
Desejos da continuação de um óptimo trabalho e uma boa semana!
Abraços,
josé antónio.
http://caracol-carolas.blogspot.com/
Ficou sublime...
Adorei e ficará para sempre no meu coração.
Um enorme obrigado!
Um forte abraço
Joel Sousa
Escrito por Bernardo da Maia
Mais um passo na minha Vida
Há uns tempos atrás decidi arriscar e enviar um poema meu, já editado neste Blog em 6 Maio de 2006 para o Estúdio Raposa, o audioblog de Luís Gaspar, que como o próprio revela “…é o espaço onde são lidos trabalhos de quem ainda não chegou ao estrelato.”
Enviei e posso-vos garantir sem esperança alguma, que o mesmo fosse editado. Eis que hoje ao abrir o Link do Estudio Raposa, que desde já confesso que guardo religiosamente nos meus favoritos, me é apresentado o meu poema, e ao ouvi-lo, com aquele ambiente criado pelo Luis Gaspar ainda me emocionou mais.
Agradeço desde já a Honra e oportunidade que me foi dada.
Muito Obrigado.
Olá Luís, bom dia!
Gostava muito de lhe agradecer (embora tarde porque estive de férias) a surpresa que vocês tiveram a gentileza de me oferecer através do Estúdio Raposa, devo dizer também que ADOREI a música que escolheu para declamar os meus poemas.
A verdade é que fiquei super, hiper, mega (como está na moda dizer de acordo com a minha filha ...) orgulhosa por ver pela primeira vez uma coisa minha sair da gaveta. E também para ser sincera só mostrei ao meu marido, que nem queria acreditar que "aquilo" tinha sido escrito por mim... foi como se ele se apercebesse do meu outro lado, que eu ainda não consigo mostrar a mais ninguém, porque na verdade quem me conhece nunca diria que essas linhas foram escritas por mim... de qualquer modo todos nós temos "lados" íntimos que todos desconhecem porque não mostramos, não é verdade?
Bom, muito, muito obrigada uma vez mais! E quando tiver mais novidades mostro à ...
Beijinhos,
(M. Andrews)
Muito bem ao dizeres que "Mau Tempo...." é uma das obras primas da literatura portuguesa.
Para mim, depois do "Os Maias", é o melhor que se escreveu em termos de romance.
A tua leitura está magnifica. Tem um espírito de narrativa muito bem colado ao texto.
Não me canso de te dar os meus parabéns. Cada vez estás melhor.
A Malta jovem, os putos doutores, gostarão desta tão fresca a lúcida descrição? Deste tão rico vocabulário? Desta tão escorreita imagem dos sentimentos de cada personagem? (... seu braço direito junto do pai inválido...).
Que beleza!
Aos minutos 16,45 tu dizes: "D. Catarina entorpecida na dobra do cachiné e na fundura da poltrona..."
Ou é tua gralha ou é gralha da edição. Esse lenço chama-se cachené, ou seja,
não tem I mas e. Talvez tenha o mesmo significado mas, neste caso será Cachine, não sendo este último e acentuado. Ou então o cachené é, nos Açores, cachiné.
Mas não importa, está uma maravilha.
Luís Pinto
Meu caro Luís
Em primeiro lugar eu é que agradeço (e muito) a honra de mais uma vez ver um texto meu lido e interpretado através da tua voz, sobre a qual julgo ocioso e supérfluo tecer qualquer comentário
Em segundo lugar direi que gostei também dos outros textos - a estória do Pedro Aniceto é uma delícia e quando à leitura do meu (sobre o qual recaiu obviamente a minha maior atenção) digo-te interpretaste exactamente o espírito do texto. Deste-lhe, sem qualquer falha, o tom que eu esperararia de cada uma das frases. Excelente! Foi um enorme prazer, ouvir-me através da tua voz. Foi, quanto a mim, a melhor leitura que fizeste dos meus textos
Muito Obrigado
A. Gouveia
Olá Luis Gaspar,
Caro amigo, ouvi e gostei bastante a leitura e a forma como «apanhou» o ritmo
do meu "Rio Traído"... vê-se que é um homem experimentado nestas leituras...
a voz é bem timbrada, as entoações, a fluidez e ritmo foi bem interpretado...
parabéns então!
E obrigado por me terem descoberto!
Abraços.
Carlos Reis
Olá Luís Gaspar
Felicito-o pela "visão" que transmitiu com a leitura dos meus poemas.
Habituada a lê-los, fiquei encantada ao escutá-los pela sua voz.
Passe pelos meus blogues:
http://brancoepreto-i.blogspot.com
http://branco-e-preto.blogspot.com
tenho um pequenino "miminho" para si.
Para mim será um imenso prazer vê-lo por lá.
Estarei atenta ao Estúdio Raposa e também espero continuar a receber notícias suas.
Muito obrigado por tudo.
Um abraço, uma flor e um doce sorriso
Amita
Como é que eu poderia ficar desiludido? Só posso agradecer a lembrança e a interpretação. Já esperava que você fosse incluir a "Historinha quase triste", o outro é que foi uma boa surpresa.
De facto, a experiência de ouvir o poema, e para mais na voz de um Luís Gaspar, é outra coisa.
Obrigado e um grande abraço
Jayme
Obrigada Luis, acabei de ouvir a leitura dos poemas e foi uma sensação estranha, nunca os ouço só os "sinto". Ouvi-los é diferente e notei pelo seu tom a dize-los que gostou deles, o que me deixou duplamente satisfeita. A sua sorte foi não terem escolhido um erótico ai queria ouvir....Agora a sério Luis um sincero obrigada pelo prazer que me deu ouvi-lo e "ouvir-me" Encandescente
Caro Luis Gaspar
As palavras raramente me faltam, mas não encontro as que gostaria para manifestar o meu contentamento com esta experiência de ouvir sua magnífica interpretação que trouxe o brilho reclamado ao que escrevi. Foi e está sendo um deleite para a alma e os ouvidos. Muito agradecido amigo permita-me assim chamá-lo! É claro que me torno e aliás já me havia tornado, não portanto pelo fato do meu texto ter sido divulgado via audioblog, um assíduo ouvinte de tudo o que o Estúdio Raposa publica e vier a publicar. Por outro lado, apreciaria muito que encontrasses alguma oportunidade ainda que ligeira de navegar um pouco pelo meu blog, atentando especialmente na seção à direita onde se encontram os links aos arquivos de textos anteriores porque creio que já tive ocasiões mais inspiradas que a presente. Inspiração - bem o deves saber, infelizmente, não se pode prender numa caixinha ou estabelecer-lhe o dia e a hora para ser encontrada. Mas o pretenso poeta faz o que pode para ao menos não perdê-la de vista e vive pronto ao bote para se apossar de algumas de suas partículas fugazes que viajam aleatoriamente pela alma, pela mente e pela vida quotidiana e recorrente.
Muito obrigado, pois!
Luiz Tarciso Souza
Caro Luis Gaspar...
Foi com verdadeira emoção que ouvi os meus poemas serem declamados no seu audioblog. Não é todos os dias que temos este sentimento de quase orgulho, por aquelas palavras simples que escrevemos e nos saiem da alma, estarem a serem por nós ouvidas e com acompanhamento musical.
Menina Marota
Bom dia,
Luis, quero agradecer a forma fabulosa como leste o meu humilde texto. Parabéns a ti!
Jinhos,
Vera Cymbron
Há diversos anos que, de quando em vez, me dá na bolha escrever um ou outro conto.
São frequentemente estórias que mesclam a realidade, revivida na memória, com a ficção, saída da imaginação (ou sabe-se lá donde... às vezes do fundo do copo de bourbon...)
Algumas destas estórias podem ser encontradas um pouco por todo o lado nos meus blogs.
Não que eu me considere um escritor. Apenas tenho um imenso prazer em usar a escrita, e em deixar para quem a quiser ler um pouco da minha vida. Sobretudo vista pelos olhos com que a vivi, os meus olhos.
Um destes dias tive a surpresa de tomar conhecimento da existência de um audioblog, ESTÚDIO RAPOSA, no qual o locutor lê, entre outras leituras, textos de autores portugueses, poetas e romancistas, desde clássicos a modernos.
O locutor de serviço, Luís Gaspar, é locutor de publicidade e é dono duma voz fabulosa. Muitos de nós já o ouvimos sem nunca o termos visto...
Há poucas semanas o Luís Gaspar criou no audioblog uma rubrica semanal intitulada LUGAR AOS OUTROS.
Nesta ele convida os 'outros', que somos nós, desconhecidos, a enviar para leitura os nossos poemas e os nossos contos.
Achei que esta era a minha oportunidade dourada de ter também os meus 'cinco minutos de fama'... :)
Assim, peguei numa das minhas estórias, "ESTAFERMO", referente a memórias de infância em Alcácer do Sal, e enviei-a para o Luís Gaspar.
Depois fiquei ansiosamente à espera de notícias, que chegaram ontem.
O conto está já online no audioblog para audição, no lugar aos Outros 08, AQUI, ou, indo directo ao mp3, AQUI.
Espero que gostem e que a estória vos proporcione tanto prazer a ouvi-la na maravilhosa voz do Luís Gaspar como a mim me deu a escrevê-la.
Se tiverem um tempinho, agradecia que me dissessem alguma coisa. As críticas, boas ou menos boas, serão bem acolhidas.
Fiquem atentos, pois tenho mais estórias na calha e estou com vontade de as enviar ao Luís.
nota 1: Quem dispõe do iTunes, pode subscrever os podcasts e aproveitar para semanalmente receber as actualizações com os novos episódios das diversas rubricas. Quem não tem, pode fazer o download do mp3 ou ouvir directamente no browser.
José António
Caro Luís,
Acabei de ouvir o “lugar aos Outros” nº 9. Vinte valores. Pela excelência dos textos lidos, pela tua intepretação (que afinal saiu óptima na leitura do difícil texto de Vera Cybron, da qualidade da tua voz não falo, porque é demais conhecida, mas falo para enaltecer o valor do texto com que embrulhas os textos que lês. Excelente. Talvez o melhor, em meu entender, dos textos que para o efeito tens produzido. 20 valores, pois para cada um dos itens que acabo de mencionar
Parabéns
A. Gouveia (António Melenas)
Luís,
Foi babado que ouvi a leitura que fez do texto que lhe enviei. A sua voz, a sua leitura emprestou ao texto um valor que este, de per si, nunca poderá ter; fez dele algo belo, atrevo-me a dizer, literário. Nunca imaginei.
Muito obrigado, Luís, muito obrigado.
Pedro Azevedo
Caro Luis,
Acabei de ouvir o lugar aos outros 04.
Gostei de ouvir os textos do o Alfredo Delgado e do Rui Dinis, tanto pelo valor intrínseco como pela tua interpretação e pelo timbre da voz de que, com sabes, sou fan. É evidente que prestei particular atenção à leitura da minha crónica e estou um pouco na linha do que, por outras palavras diz o jovem Rui Diniz : É preciso ouvir na voz e na leitura de outrem aquilo que a gente escreveu para ficar a saber se valeu ou não a pena ter investido no labor da escrita. Agora sei. A interpretação que fizeste do meu texto valorizou-o de tal modo que eu chego a perguntar-me: mas fui eu mesmo quem escreveu isto? Há escrever e há ler por isso se diz que cada leitor como que reescreve o texto. Pois eu gostei da forma como reescreveste o meu.
Obrigado
Um abraço
António Gouveia
Caro Amigo...
As minhas palavras que na sua voz se fazem de Ouro deixaram o meu discurso parco delas. Estou emocionado, e perdoe-me, egoistamente emocionado. Emocionado porque o que eu vivi no poema, já o Luis sente agora... e através de si, os ouvintes. O meu interior é agora do mundo... e de Ouro!
Muito Obrigado!
Muito mesmo…
Rui Diniz
Olá Luis,
Muito obrigado. Quanto à leitura, certas passagens não eram ditas com a entoação que imagino ao ler, o que é óptimo. Cada leitor gera o seu próprio universo, na imaginação, a partir das palavras escritas. E foi isso que foi óptimo. Ouvir o meu texto, ver o trabalho ganhar outra vida e novas abordagens. Sugestões? Apenas que continue o bom trabalho. Numa era de ipods, é óptimo fazer download dos seus programas e ouvir os contos e poemas num lugar diferente.
Com um grande abraço
Miguel Nogueira
Olá Luís.
Agradeço ter-me incluído na lista de eleitos de "Lugar aos Outros"!Foi muito agradável ouvir a leitura do meu conto. A dicção perfeita, o ritmo e o tempo certo da pontuação do Luís na leitura do conto foi puro divertimento
De nada. O prazer foi mesmo meu!
Paulo Lousinha